Entrevista com a autora Bella Borges

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Que tal começarmos o ano com novidades?
Hoje tenho a felicidade de contar que conseguimos nossa primeira parceria. A Bella Borges é uma autora muito querida e em breve teremos resenha de um dos seus livros. Mas antes, que tal conhecermos um pouco mais sobre ela? Trago pra vocês uma breve e simples entrevista que fiz com ela.
Espero que gostem.

Você é uma autora muito jovem. Quando você começou a escrever?
Aos 12 anos.

Ao ler um pouco sobre seu primeiro livro, descobri que inicialmente ele foi escrito como uma fanfiction. Como surgiu a proposta de publicá-lo? Bateu aquele medo?
Era uma fanfic, pois era a forma mais fácil de divulgar o meu trabalho. Quando vi que tinha muitas criticas positivas, eu resolvi publicar. 

A gente sabe que todo autor tem um processo de escrita, ou melhor, tem algo que sempre o inspira. O que seria isso na sua vida?
Acredito que seja o amor.

Outra coisa que descobri sobre você, é que você é fã de Nicholas Sparks. Fala um pouco de como essa paixão pelos livros dele começou e nos conta quais seriam os seus outros autores preferidos.
Ele que me levou para esse mundo dos livros romanticos, sou apaixonada por esse ramo e meu sonho era participar! 

Falando agora sobre suas obras. Como surgiu a ideia de escrever Capuleto, seu primeiro livro?
Eu queria escrever algo relacionado a Shakespeare, o resto foi vindo naturalmente

Qual foi o maior desafio no processo de escrita do mesmo?
Acho que por eu ter escrito muito nova, com 14 anos, a maturidade da escrita era algo a desejar. 

Recentemente você lançou seu segundo livro, nos fala um pouco mais sobre ele.
É um livro diferente, mas eu me lembro com muito carinho a época que comecei a escrever sobre ele. Estava na escola e sofria bullying, e ele me ajudou a vencer aquela etapa. Espero que faça o mesmo com as pessoas que estejam passando por momentos difíceis na vida. 

Estamos no final da nossa entrevista e queria te agradecer pela parceria com o Quando Acordei, mas antes de nos despedirmos queria fazer um pequeno bate-bola com você. Quero que responda a primeira coisa que te vem à cabeça ao ler algumas palavras.
Paixão: O meu amor, amigos e família.
Sonho: Conhecer Paris.
Medo: Tenho muitos haha.
Vício: Comida Italiana.
Conquista: Meu curso de Psicologia.
Razão: Sempre ter empatia pelas pessoas.
Inspiração: Pessoas que estão no meu convívio. 

Então, leitores, é isso. Tomara que tenha gostado da Bella e aguardem que logo, logo tem resenha de Capuleto para vocês.

Nós

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Antes de escrever sobre a gente eu fui reler alguns outros textos meus. Fui buscar uma inspiração maior que a gente, porque embora escrever sobre nós esteja sempre em minha mente, eu não conseguia pensar em um bom começo. Talvez porque o nosso começo não tenha tido jeito de começo.
A gente só ficou se encarando sem nem saber se era mesmo correto rolar alguma coisa. E quando as olhadas tornaram-se conversas a gente já foi logo falando do que é, provavelmente, nossa maior diferença. Sem contar o fato dos olhos atentos de quem nos rodeava. A gente começou mesmo depois que você foi embora.
E a gente começou tudo errado.
Talvez a verdade seja que nós dois, juntos, seja errado. Assim como achamos no início de tudo.
Ou talvez não, a soma de nós dois é confusa demais pra entender em apenas algumas palavras.
A verdade é que boa parte desse nosso nós se resume a isso. Aquelas idas e vindas, aquele certo e errado, o não e o sim. E pra mim, a pessoa mais insegura que conheço, isso é bem mais do que eu posso compreender. Então vem o medo.
Medo de que você possa ser o certo. De que você seja ainda mais errado do que já é. De que eu me torne o erro. E de acreditar que possamos ser um acerto.
A gente dar certo seria o final mais surreal da história. Seria surpresa pra qualquer um. E eu não conto com essa possibilidade. Eu sempre gostei do óbvio. Do prático. Da ausência de grandes surpresas.
E é por isso que assim como eu não conseguia fazer um início, eu também não sei como encerrar esse texto. Porque eu não sei como vamos terminar. E eu não quero pensar.
Eu prefiro que por hora tudo continue assim. Empurrando com a barriga? Talvez. Mas eu prefiro chamar daquele velho clichê. Eu chamo de viver um dia de cada vez.

Sobre diferenças

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017


Dia desses, eu estava sentada com alguns amigos e lembrei-me do quanto eu tinha uma impressão diferente deles antes de conhecê-los melhor. Não falo daquele tipo de birra boba que a gente tem com alguém que nunca falamos, digo sobre o que me veio à mente quando olhei o óculos de um, a tatuagem do outro, o gosto musical do terceiro... Do que também veio à mente deles quando me viram sempre de saia ou vestido, usando óculos e falando pelos cotovelos.
Eles são tão diferentes do que eu pensava, eu sou diferente do que eles imaginaram.
Parei e pensei em quantas vezes nessa vida a gente não faz isso, não concluímos que conhecemos alguém apenas pelo que vemos e pela meia dúzia de palavras que trocamos. Grande erro.
Aquele rapaz mais diferente de mim se mostrou alguém receptivo para ouvir do meu mundo, mesmo entendo tão pouco. E aquele que mais se parecia comigo foi um dos que mais tive que me adaptar às nossas diferenças para que eu não deixasse de admirá-lo. Afinal, quem tem culpa por não ser o que a gente esperou que a pessoa fosse? Por que querer que as pessoas se comportem da maneira que a gente achou que elas eram?
O mundo é volátil, nossas ideias também. E as nossas conclusões mais ainda.
Não importa quantas vezes a gente olhe para um alguém e quantas conclusões possamos tomar com essas olhadas, se a gente não parar para conhecê-la de verdade, nunca saberemos quem essa pessoa é. E essa é a única verdade.

Ninguém, por mais óbvia que essa pessoa possa ser, é apenas o que a gente vê. Essa é a conclusão que devemos ter.

Entre, retire e vá embora

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A gente pode nunca ter chegado a ficar realmente juntos, mas tanto eu como você deixou muito de nós no outro e está na hora de cada um recolher o que foi deixado.
Você, pela primeira vez em todo esse tempo, tomou a iniciativa e foi o primeiro a apanhar tudo que eu deixei aí e jogar fora. Se não jogou, com toda certeza guardou em mais uma de suas inúmeras gavetas de sentimentos que morrem calados. Já eu, mais uma vez, fui ingênua e preferi deixar tudo do mesmo jeito que você deixou, meio bagunçado, sabemos. Mas preferi não mexer em nada pra o caso de você mais uma vez voltar e fingir que nada tinha acontecido.
Antes seu jeito era algo que eu achava engraçado e que me fazia acreditar que tudo era tão forte que no final você sempre percebia que a pessoa era eu. Só que não parece que você vai voltar, e, caso volte, não acharei graça e muito menos romântico.
Tudo, exatamente tudo, um dia cansa. Não importa o que seja. Um dia vamos olhar e ver que se esse tudo virou excesso, ele também ficou cansativo. E eu cansei.
Cansei desse seu jeito bobo de agir. Das suas graças. Cansei das suas grosserias, mesmo que poucas. E também cansei do seu excesso de fofura, como sempre chamei. Cansei de mim com você, se quer saber. Mas, principalmente, cansei da espera.
Então vou fazer como você, vou tirar tudo que é seu daqui. E se puder me fazer um favor, retire aquelas coisas que só podem ser tiradas por ti. Mas na hora de fazer isso, não precisa me olhar, nem dizer que lamenta tudo e que ainda é o melhor amigo, não preciso de mentiras.
Retire tudo, não deixe nem aquilo que parece não ter importância. Acabe com tudo, seja rápido e me ignore ao máximo. E não se esqueça de trancar tudo na hora de sair e jogar a chave fora, porque caso queria novamente entrar, vai ver que você mesmo trancou tudo e acabou com as suas chances de voltar.

Música da Semana

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Macaé (Clarice Falcão)

Ei, se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você
Você vai fugir a pé?
E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz
Você vai pro lado oposto ao que eu estiver?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

Ei, vai pegar mal se eu contar que eu imprimi
Todo o seu mapa astral?
Você foge assim que der, quando souber?
E se eu falar que eu decorei seu RG só pra se precisar
Você vai pra um chalé em Macaé?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

Ei, se eu falar foi por amor
Que eu invadi o seu computador
Você pega um avião?
E se eu contar de uma só vez
Como eu achei sua senha do cartão
Você foge pro Japão, esse verão?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

Ei, se eu contar como é que eu me senti
Ao grampear seu celular
Você vai numa DP?
E se eu mostrar o cianureto que eu comprei
Pra gente se matar
Você manda me prender no amanhecer?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia.

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Hoje eu falei de você

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Hoje eu falei de você. Contei coisas que eu nunca tinha dito antes.
Desde que tudo passou que você se resumiu a explicações simples: “Meu ex melhor amigo”, “o amigo que eu já fui apaixonada”, “o meu amigo que se apaixonou por mim”, “o cara que eu mais gostei na vida”. Sem detalhes profundos, sem histórias só nossas, sem lembranças muito íntimas. Mas hoje foi diferente, hoje eu realmente falei de você.
Contei sobre meu medo de confiar nas suas palavras, de como eu me sentia quando você começava a se relacionar com outra pessoa, da minha espera para que você lutasse por mim, coisa que nunca aconteceu de verdade. Acabei contando dos erros que eu sei que cometi, dos que eu ainda penso se foram mesmo erros, daqueles que eu cometia em nome da nossa amizade. Sim, eu hoje falei realmente de você.
Confidenciei sobre sua importância para mim tanto antes, como hoje. Do meu temor que se tornou realidade de qualquer maneira, de como foi difícil me adaptar a uma vida sem você, da minha dúvida se deveria ou não ter tentado. Contei desse nosso “e se” e de como é difícil viver com ele, e também da forma que até hoje ele interferi na gente quando nos falamos. É, hoje eu falei de nós.
Coloquei para fora o porquê de eu ter tanta certeza que nunca mais amei ninguém, da minha fé que existe mesmo amor, da minha revolta por ter dito isso a mais alguém depois de você, mesmo quando claramente ele não mexia comigo como tu mexeste. Quando vi, já tinha falado que eu chorei de verdade quando você descobriu tudo e de como foi dolorido te deixar seguir, porque, meu bem, doeu demais.
Contei em detalhes o porquê de eu nunca ter dito um sim de verdade e o motivo que me faz não me arrepender tanto disto. Eu achava e ainda acho que foi melhor. Eu temia não estar pronta, não ser o melhor, não poder ser inteira, temia coisas que na época faziam todo sentido e, talvez, por isso, tivesse sido uma grande catástrofe ter tentando algo. Eu não estava pronta. Sim, eu também falei só de mim.
Depois eu ri enquanto lembrava de como éramos dois idiotas que riam de qualquer bobeira, das vezes em que eu levava bronca por não controlar a gargalhada com suas brincadeiras, do seu sorriso todo idiota quando eu te encarava. Mas também senti um aperto com a lembrança de que a gente nunca falou disso abertamente, pessoalmente. Será que algo teria sido diferente?
Garoto, foi difícil e ao mesmo tempo libertador, mas eu falei demais de você. E depois de contar tanto, de lembrar de tanta coisa, percebi que não contei quase nada. Ainda tenho tanta coisa só sua aqui dentro, tantas histórias apenas nossas, cada bobeira que o tempo já começou a me fazer esquecer.
Hoje eu falei de você, falei muito, mais que nunca. Mas hoje me dei conta que ainda tenho muito mais de você aqui dentro.

Voltamos!

segunda-feira, 10 de julho de 2017
Depois de quase dois meses sem nenhuma postagem, o blog está novamente ativo. Os motivos para a falta de posts são diversos, e vão desde falta de tempo à falta de um layout novo. Falando em lay novo, esse é que está no site foi Michelly Melo do blog Dezoito Primaveras.
Para essa nova fase do blog e da minha vida, a presença de mais colaboradores é quase que imprescindível, por isso, queria convir você a fazer parte da nossa equipe.
Você é bom em resenhas de filmes? Então, vem conosco!
É bom em resenhas de livros? Vem com a gente também!
Gosta de escrever e faz uns textos bem legais? Teu lugar é aqui!
Entende de moda? Vem pra cá!

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