Te Contando: A Herdeira

sábado, 6 de agosto de 2016

Informações

Autor: Keira Cass
Ano: 2015
Páginas: 390
Editora: Seguinte



Sinopse

Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.


Minha opinião

De todos, esse foi o livro que li mais rápido, em um dia eu já tinha o terminado, mas nem de longe foi o meu preferido. A Herdeira tem alguns erros, mas suspeito que o principal motivo de não gostar tanto dele tenha sido mais eu, do que qualquer outra coisa. Estamos acostumados a ler na visão de selecionada, quando isso muda, tudo parece um pouco parado, sem muita emoção.
Para essa resenha ficar melhor, irei dividi-la em tópicos.

PERSONAGENS ANTIGOS

Keira poderia, e talvez até devesse ter parado no livro anterior, mas ela ousou e escreveu mais esse. Vinte anos havia se passado desde a Escolha e acho que nem a própria autora imaginou direito o que tinha acontecido nesse tempo todo, por isso tive a sensação que ela deixou America e Maxon perdidos por aí, afinal, por mais que America tenha virado rainha, toda a essência da mesma parece ter ido embora neste livro, sem falar do quanto a luta dos livros anteriores parecem ter sido nada. Logo de cara a história não me convenceu muito.
Aspen foi um acerto, finalmente consegui gostar dele e Lucy também melhorou muito, senti falta de Mary, talvez ela tenha esquecido de Mary também. Marlee continua muito boa, só me incomodou essa necessidade de servir a America, acho que amizade a gente sabe que não precisa servir ao outro para pode agradecer algo.

PROTAGONISTA

A protagonista foi um erro e um acerto, à parte. Se por um lado Eadlyn me transmitiu medos em comum, por outro ela demonstrava tudo que ninguém deveria ser: prepotente, indiferente, controladora. E se a Keira queria colocar uma personagem que fosse tão forte igual a mãe ou até mais, ela não conseguiu muito. Para mim, a personagem poderia ter sido mais bem construída, algumas de suas ações incomodam, mas fazem todo sentido, já outras parecem perdidas na história.

PERSONAGENS SECUNDÁRIOS

Os outros personagens me agradaram muito e Kile é o meu amor pra vida toda, Josie eu fico na dúvida se gosto ou não, às vezes ela me irrita e outras eu a apoio e me irrito com a Eadlyn. Os outros filhos de America e Maxon são apaixonantes e por isso não consigo sentir raiva de um deles no fim do livro – leia e entenderá-.

Quase no fim da leitura, o livro ainda caminhava para um final não muito agradável, mas bem no fim deixou um gancho para uma possível mudança que me agradou muito. Não acho que nossa felicidade dependa de alguém, mas também acho que todos nós precisamos de alguém para dividir nossos momentos.
Com uma personagem principal que nos faz oscilar do amor ou ódio, personagens secundários agradáveis e uma passagem de tempo sem muita explicação, eu diria que A Herdeira foi uma boa ideia, porém não tão bem executada. Não foi uma leitura ruim, não é um livro ruim, mas está longe de ser maravilhoso.

Minha nota: 8,0

Esta postagem faz parte do especial Te Contando: Série A Seleção, para ver as outras resenhas basta clicar aqui 



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