quarta-feira, 13 de julho de 2016

E se


Faz uns dias que você anda presente em meus pensamentos, uma parte de mim se assusta com isso, a outra explica que isso é normal, consequência de uma experiência que me lembrou muito você. Mas ainda assim, não paro de me perguntar o que isso significa.

Eu queria mesmo dizer que estou sendo madura e racional e que a maior parte de mim está sabendo lhe dar com isso, mas a realidade é que todas as vezes que você me vem à mente um pequeno furacão toma conta de mim, trazendo medos, lembranças e muitos "e se". A gente foi embora um da vida do outro de uma maneira tão abrupta, mal planejada, deixando espaço pra um monte de dúvidas e roubando qualquer certeza.
A gente nunca vai poder dizer que tentamos, não teremos a certeza de que não damos certo, às vezes me pego pensando que a gente nunca vai ter certeza de que encontramos a pessoa certa, podemos muito bem ter sido a pessoa certa um do outro e nem percebemos, daí só vai nos restar torcer e acreditar que não. Roubamos todas as certezas um do outro e embora já não seja doloroso pra mim, isso me assusta na mesma intensidade que doía no passado.
É que com toda essa frequência de você no meu pensamento eu concluí duas coisas: não estarmos juntos já não é motivo pra dor, mas não estamos juntos é motivo pra medo, muito medo de termos jogado fora a única chance de sermos felizes de verdade.




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