sexta-feira, 10 de julho de 2015

Projeto Culturação: Dia do Escritor - I'm awesome

Prontos para mais uma postagem do projeto de blogagem coletiva mais legal que conhecemos? Isso mesmo, estou falando do Projeto Culturação.
Esse mês tem tantos temas legais, que será bem capaz de eu fazer todos eles, mas de começo, escolhi um tema.

Dia do Escritor
I’m awesome – Vamos brincar de escritor novamente? Só que desta vez você será um grande autor de sucesso e hoje será a noite de lançamento de seu mais novo sucesso de vendas. Você está em um evento literário conhecido mundialmente e um público gigantesco espera por sua entrevista e autógrafos. Conte-nos um pouco sobre seu livro e se quiser, pode disponibilizar o primeiro capítulo dele. Pode agradecer também... A noite é sua!

Para essa postagem, eu resolvi que o evento aconteceria à noite, e como eu fico um pouco tímida quando estou de frente pra muitas pessoas, não esperem taaanta coisa. A imagem vai fazer mais sentido quando você lerem o que escrevi.


Boa noite moças e moços, tudo bom com vocês? Obrigada pela presença de todos, ainda não consigo acreditar que tantas pessoas leem as loucuras que escrevo. Sério, obrigada. Tirando o dia que fiz uma postagem de um projeto no meu blog, nenhum outra vez eu achei que minhas histórias, essas mesmo, as postadas em site de fanfics, seriam lidas por vocês e ainda mais em forma de livro.
Se eu for agradecer a todo mundo que tornou isso possível, vou demorar muito tempo falando. Então quero apenas deixar um agradecimento coletivo para todos que sabem da importância que teve para que tudo isso se concretizasse. Fora que já agradeci no livro, tá de bom tamanho rsrsrsrs.
Beijo pra galera do McFly, One Tree Hill, Rebelde brasileiro, Keira Cass, Carina Ressi, que mesmo não sabendo, emprestaram seus nomes para a base de minhas histórias e me ajudaram na hora de pensar na forma física dos personagens. Se um dia eu tiver a chance de ver cada um de vocês, juro que agradeço e ainda roubo um beijo do Arthur, do Dougie e do Tom. Eu roubaria do Max também, se ele existisse rsrsrsrs.
Esse livro que estou lançando, conta a história de uma menina doce e um pouco ingênua que vê sua vida virar de cabeça para baixo quando encontra sua melhor amiga morta, com uma corda no pescoço no próprio apartamento. A partir daí a personagem começa a perceber que todos escondem algo dela e tudo leva a crer que aquilo tudo não foi um suicídio e sim um assassinato. Mas em quem acreditar se todos te escondem algo? O que fazer para descobrir o culpado? E o pior, o que fazer quando o cara que você ama é um forte suspeito?
Só lendo o livro para vocês saberem rsrsrsrs.
E sem mais papo, por que vocês já devem estar cansados e querendo que eu autografe logo seus livros. Formem a fila e sejam pacientes. Ah, e minha letra não é tão bonita, vou logo avisando antes que fiquem impressionados.

Ai que tema gostoso de se fazer, estou até imaginando a cena. Provavelmente eu estaria tremendo mais que vara verde, como falam aqui em Pernambuco.
Como sugerido, vou postar o primeiro capítulo de uma as minhas histórias e vou deixar os links das que já estão sendo postadas.

Capitulo Um
Eu estava em êxtase. Até aquele momento não acreditava que estava saindo da Bahia para pousar em solo Novo Yorkino. Só podia ser um sonho, aquele sonho ótimo que nada nem ninguém pode estragar, o sonho do qual não queremos acordar. Saí da sala de desembarque e fui para o saguão principal, procurando por minha amiga Ashley. Ela deveria estar me esperando, mas não estava ali. Devia ser uma brincadeira, isso era tão a cara dela!
Peguei meu telefone que já estava com meu novo chip e tentei ligar para seu celular, mas nada. Tentei novamente, e deu o mesmo resultado. Respirei fundo e peguei o endereço, indo para seu apartamento. Se ela não estivesse, algum dos colegas de quarto estariam. Quanto mais tempo passava no táxi, mais a angustia crescia dentro do meu peito, como se algo estivesse errado. Tentei ignorar a sensação e pensar que, pela primeira vez, eu estava em Nova Iorque! No entanto, durou segundos. A sensação cresceu. Tentei ligar novamente e nada. Eu podia sentir um calafrio tomar conta do meu corpo, eu sabia, embora tentasse negar, algo estava errado.

Quando cheguei em frente ao prédio onde minha amiga morava, e que a partir daquele momento eu também moraria, pude sentir uma fraqueza tomar conta do meu corpo. O que estava acontecendo? Nunca fui uma pessoa de ter essas cosias de pressentimentos.
Falei com o porteiro e ele me deixou subir, disse que a Ashley vivia falando de mim desde que confirmei que viria do Brasil pra cá. Eu ri. Ashley sempre foi do tipo que sai contando tudo pra todo mundo.
Toquei a campainha do apartamento já sentindo minhas mãos suarem, mas ninguém me atendeu. Toquei mais uma, duas, três vezes, mas ninguém atendeu. Lembrei que o porteiro disse que não lembrava de ter visto a Ashley sair aquele dia, então resolvi tentar abrir a porta. Girei a maçaneta e a porta abriu. Tive vontade de correr dalí, e eu nem sabia exatamente por que. Mesmo assim entre e caminhei até a sala, depois fui em direção à cozinha e vi a porta de um quarto aberta, e foi aí que meu mundo desabou. Ashley estava caída no chão com uma corda no pescoço. Olhei pra cima e vi uma madeira quebrada ao meio, provavelmente se partira com peso dela minutos depois dela morrer. A primeira coisa que fiz foi correr em direção ao corpo pra ver se ela estava viva. Balancei seu corpo, mas ela não reagiu, bati algumas vezes em seu rosto, mas ela também não reagiu. Foi aí que verifiquei sua respiração, ela não repirava mais. Ela estava morta.
Ashley. Minha amiga. Melhor amiga. Estava morta. Morta.
Gritei com toda força pra que alguém viesse correndo ao apartamento. Eu não conseguia conter meu desespero. Queria fazer com que ela tornasse a vida. Queria que todo ar que eu estava colocando pra fora dos meus pulmões com aqueles gritos, de alguma maneira entrasse nos pulmões dela. Mas eu sabia, já não era mais possível.
Minutos depois vizinhos chegaram ao apartamento, e ficaram igualmente chocados. Mais ou menos uma hora depois a polícia já estava lá dentro pedindo que todos se afastassem e fazendo interrogatórios inúteis a pessoas que provavelmente sabia tanto quanto eu daquilo tudo, ou seja, nada.
Acho que mais ou menos uma hora depois da polícia chegar, os colegas de apartamento de Ashley também chegaram. Vi Ava entrando e mesmo sem ter conversado muito com ela corri pra a abraçar.
- Por que ela fez isso? O que estava acontecendo com ela? Por quê?
Eu praticamente gritava em seus braços a procura de respostas.
- Tudo isso não faz o menor sentido pra mim, America. Hoje cedo ela me disse que estava ansiosa pra sua chegada. Que ia se arrumar logo, que não queria perder a hora de te buscar. Não faz o menor sentido. – Ava chorava enquanto falava tudo isso. – Eu só quero acordar e perceber que tudo isso é um sonho ruim.
Daí eu me lembrei do momento que cheguei à Nova York, eu chamei aquele momento de sonho bom e desejei não acordar, mas naquele momento tudo que eu queria era que alguém me acordasse. Que me falasse: “ Foi só um sonho ruim. Acorda. Tá tudo bem. “  Mas ao olhar pra os outros dois garotos que também dividiam apartamento com a Ashley, e ver seus rostos atônitos e seus olhos cheios de lágrimas, eu percebi que não era um sonho, ninguém iria me acordar.
- Será que pode nos dar um minuto de sua atenção? Precisamos lhe interrogar. – um jovem policial falou comigo.
Me soltei do abraço de Ava e virei pra ele.
- Claro – respondi, mesmo achando que tudo fosse ser inútil, eu não sabia de nada.
- Precisamos que você conte como tudo aconteceu até o momento que você encontrou o corpo da vitima.
- Eu posso contar, mas suspeito que não vá ajudar em nada. Sei tanto quanto vocês.
- Mesmo assim me conte.
Quando eu ia começar a contar, outro policial um pouco mais velho do que o que me interrogava, o chamou.
- Só um minuto senhorita. Já volto.
Balancei a cabeça em um sim, incapaz de falar muito sem chorar.
- Oi – um dos dois rapazes que divida apartamento com a Ashley chegou perto de mim.
- Oi, pelas fotos, você deve ser o Dylan.
- Sim. – respondeu com um sorriso triste.
- Isso é tão confuso pra mim – falei já chorando. – Nada disso faz sentido. A Ashley que eu conheço não se mataria. Esse é o tipo de fim que não combina com ela. Não com a minha Ashley.
- Tenta manter a calma – ele pediu me abraçando.
- É só que, minha vinda pra cá era um sonho construído em anos por nós duas. E tudo virou um pesadelo. Não faz sentido – eu soluçava abraçada a ele. – Nunca imaginei ver minha amiga morta por que se suicidou. Assassinato e suicídio são coisas que não fazem sentido quando falamos da Ashley.
- É. Suicídio não faz sentindo.
Esperei alguns segundos pra ver se ele completava a frase dizendo que assassinato também não fazia, mas essa frase não veio.
Levantei minha cabeça pronta pra repetir que assassinato também era sem sentido, quando percebi o olhar de Nathan em mim, ele me olhava de maneira séria, não parecia mais tão abalado como quando chegou, na verdade ele parecia entender tudo aquilo. Quando nossos olhares se cruzaram ele baixou a cabeça e saiu da sala, indo pra o corredor conversar com algum vizinho.
- Você está bem? – Dylan me perguntou, fazendo-me sair dos meus pensamentos.
- Sim – respondi rápido. – Vou beber água.
Na metade do caminho até a cozinha, Ava me acompanhou.
- Você já ligou pra os seus pais?
- Meu Deus! Esqueci completamente de falar com eles! Inclusive, meu celular está desligado. Vou lá fora ligar pra eles.
Fui em direção ao corredor, sem nem pegar a água. Liguei meu celular, e os dados móveis que já estava ligado, fizeram meu celular apitar dezenas de vezes com mensagens do whatsapp. Nathan que estava alí no corredor me olhou de forma reprovadora.
- Desculpe.
Afastei-me mais um pouco e liguei pra minha mãe.
- América? Por que você só ligou agora? Estávamos preocupados. – minha mãe parecia aflita pela minha demora.
- Desculpe mãe, aconteceu tanta coisa aqui. Acabei esquecendo.
- Já está nos trocando pelos prazeres de Nova York? – ela disse rindo e eu comecei a chorar. – O que foi filha? Porque você está chorando, princesa?
- A Ashley morreu. – consegui falar antes de voltar a chorar.
- Como? – pelo barulho, ela tinha derrubado algo no chão.
- Ela morreu mãe. Cheguei ao apartamento e a encontrei enforcada no quarto dela. – Sentei no chão do corredor e comecei a chorar. – Eu sabia que tinha algo errado, ela não apareceu no aeroporto, eu pude sentir que tinha algo errado. Odeio saber que estava certa.
- Você já falou com os pais dela?
- Não, nem lembrei disso. Será que você pode fazer isso por mim? Mãe, eu não tenho estruturas pra falar com eles.
- Claro minha princesa, pode deixar que eu ligo pra eles. Mas, me prometa que vai tentar ficar bem.
- Como, mãe? Como? Dói tanto, meu Deus. Por quê? Logo ela mãe, você a conhece. A Ashley sempre foi vaidosa demais pra deixar todos tirarem fotos dela morta com uma corda no pescoço. Ela sempre dizia: Mais fácil eu matar quem me faz raiva.- eu soluçava, minha vontade era gritar.
- Volte pra casa, filha.
- Não sei se posso, estão fazendo uma investigação totalmente inútil sobre o caso, não sei se irão me liberar, fui eu que encontrei o corpo.
- Então venha o mais rápido que puder, você não merece ter que passar por isso sem sua família.
- Por quê? Por que, mãe? Seria egoísta eu dizer que isso era pra ser um sonho bom?
- Claro que não filha. Eu sei o quanto vocês duas sonharam com isso, não me parece egoísta.
- Acho melhor eu desligar, não me parece certo falar ao telefone nesse momento.
- Tudo bem.
- Eu te amo mãe.
- Também amo você, minha princesa.
Desliguei e apertei o celular na minha mão, na esperança que aquilo fizesse com que minha mãe chegasse e me desse um abraço apertado. Na falta desse abraço, abracei meus joelhos e fiquei ali no chão chorando.
- América. – ouvi alguém chamar, era Nathan. – A polícia está nos chamando.
Ele me estendeu a mãe e eu a segurei pra levantar. Caminhamos juntos em direção à cozinha pra falar com os policiais.
- Peço aos quatro que encontre um lugar pra ficar ao menos por dois dias. A perícia precisa fazer algumas investigações, e vocês aqui deixariam esse trabalho impossível – um policial que aparentava ter uns 45 anos falou. – Vocês três que já moravam aqui podem ir acompanhados de um policial pegar alguns pertences que acham que vão precisar. Não entrem no quarto da vítima. – ele falava de uma maneira tão calma que eu me perguntava como ele conseguia ser tão normal em meio aquilo tudo.
- Mas tem coisas minha no quarto da Ashley – Ava falou.
- Sinto muito, mas vai ter que ficar sem elas até que a investigação seja concluída.
Vi Ava bufar, o que achei super inadequado para aquele momento. Eu não consegui nem lembrar dos meus pais naquele momento, e ela estava preocupada com seus pertences.
- Eu não quero mais voltar a morar aqui – Dylan falou quebrando o silêncio que tomava conta da mesa.
- Eu também não. – Ava disse com os olhos cheios de lágrimas, parecendo já ter aceitado que não conseguiria pegar seus pertences.
- Tem um apartamento desocupado aqui no prédio, podemos ficar com ele.
- Você quer mesmo continuar morando nesse lugar? – Ava perguntou a Nathan, chocada.
- O que tem demais? Foi um suicídio Ava, não tem nenhum serial killer rodando o prédio.
- Toda vez que entrarmos nesse lugar vamos lembrar dela. – ela choramingava.
- Pessoas morrem todos os dias em todos os lugares, e ninguém muda completamente sua vida por causa disso...
- Será que você pode ao menos fingir que tem um pouco de compaixão pelo que está acontecendo? – eu me meti na conversa, totalmente irritada.
Vi Nathan inspirar e expirar algumas vezes, até falar:
- Tanto vocês quanto eu desejávamos que a Ashley estivesse aqui, mas ela não está. Esse lugar tem o aluguel mais barato do bairro, é o quanto eu posso pagar.
- Eu concordo com o Nathan, não vamos arrumar um lugar mais barato que esse. – Dylan disse.
- Tanto faz pra mim, não pretendo continuar aqui mesmo. Eu só queria que algumas pessoas entendessem que certas palavras machucam quando ditas em momentos inoportunos.
Levantei da mesa irritada e fui pra sala.

Mais tarde já estávamos no outro apartamento do mesmo prédio. Depois te tanta insistência dos meninos Ava acabou concordando em ficar. Eu só não conseguia entender o porquê de tanto desespero da parte do Nathan de continuar lá. Tinha absoluta certeza que a diferença de preço não era tão grande.
Fui pra o quarto e finalmente lembrei que tinha mensagens no whatsapp pra ler. Quando ia começar, alguém bateu na porta.
- Oi.
- Oi, Nathan.
- Queria te pedir desculpas pelo jeito que falei hoje, é que isso tudo tá me deixando louco. Gostava tanto da Ashley quanto você.
- Eu não apenas gostava da Ashely – falei já com o choro querendo sair -, eu a amava, era uma irmã para mim.
- E ela também amava você. – ele disse indo em direção ao colchão que eu estava deitada e sentando.
- Eu sei disso. E por isso não consigo entender que ela tenha feito isso justamente no dia que eu estava chegando.
Esperava que ele percebesse que aquele era o momento certo pra me abraçar, mas já que ele não percebeu, eu mesma me joguei e o abracei.
- Não faz sentido, entende?
Nathan não respondeu. Apenas me abraçou forte e depois levantou.
- Fica bem – ele disse antes de sair e fechar a porta.
Perdi totalmente a vontade de ler as mensagens, depois que a primeira lágrima caiu, foi impossível controlar as outras. Joguei o celular em qualquer lugar e fiquei lá chorando, pensando em como tudo passou de um sonho bom para um pesadelo sem fim.

Acordei meio zonza no outro dia e vi Ava ao meu lado – já que antes de tudo eu dividira quarto com a Ashley e não pudemos pegar o colchão dela, fiquei no mesmo que a Ava -, mal lembrava de como tinha pegado no sono. Só me lembrava de Dylan me dando algum remédio e depois eu apaguei.
Levante ainda meio zonza e fui em direção à cozinha. Nathan estava lá sozinho, olhando pra o nada, como se tentasse decifrar algum enigma que ele tinha na mente. Tentei não fazer muito barulho, mas acabei batendo na mesa e ele levantou assustado.
- Desculpe.
- Tá melhor?
- Não.
- Sua mãe ligou pra você, a Ava atendeu e disse que sua mãe mandou avisar que a Ashley vai ser enterrada aqui mesmo, os pais dela vão vir pra cá.
- Quando vai ser o enterro?
- Provavelmente amanhã.
Instantaneamente eu voltei a chorar.
- Eu ainda não consigo acreditar. Meu Deus!
- Você precisa ficar bem.
- Isso tudo é tão absurdo pra você quanto pra mim?
- Suicídio é sempre algo difícil de entender. Se eles não deixam cartas, é sempre difícil de compreender.
- Isso é outra coisa que não faz sentido, a Ashley não iria simplesmente se matar e o resto que se dane.
Olhei nos olhos de Nathan, ele parecia tocado com a minha dor, mas o seu olhar dizia mais que isso, era como se as minhas dúvidas não fizessem sentido, já a morte da Ashley parecia caso encerrado nos olhos dele.
- Só queria que alguém me explicasse tudo isso – disse, na tentativa de que ele me explicasse algo.
- Entendo. – ele pegou um copo com água e saiu da cozinha, me deixando só com minhas lágrimas.

Alguns minutos depois Dylan entrou pela porta, claramente irritado.
- Eu não posso acreditar que não vou poder pegar mais cuecas.
- Você foi lá pedir? – Nathan indagou.
- Sim, e eles não me deixaram entrar. Aquele apartamento está parecendo um batalhão. Nunca vi tanta gente em um lugar só. – ele repirou um pouco. – Eles não sabem nem disfarçar.
- Disfarçar o que? – perguntei sem entender o que ele quis dizer.
O rosto de Dylan ficou rígido, não esboçava sentimento nenhum. Olhei pra Nathan que lia um livro como se nem tivesse escutado o que o amigo tinha dito.
- Nada – Dylan falou seco. – Vou pra o meu quarto.
Ele saiu irritado e esbarrou em Ava que acabava de sair do quarto.
- Sua mãe ligou – ela disse assim que me viu.
- O Nathan me falou.
- Hum.
Olhei pra ela, estava com uma maquiagem super carregada para aquela hora do dia, parecia mais velha. E também estava extremamente inquieta.
- Vai sair?
- Preciso resolver umas coisas.
- Alguma festa? – foi impossível não perguntar isso quando olhei pra suas vestes extremamente curtas.
- Bem diferente disso.
Ava olhou pra Nathan que a encarava de forma reprovadora, e saiu.
Novamente sozinha na cozinha, eu encarei aquele lugar e senti como se tanto eu quanto meu sofrimento não nos encaixássemos naquele apartamento.
Minhas dúvidas pareciam bobagens pra um, o outro falava como se a policia escondesse algo de nós, e a outra agia como se tivesse sido obrigada a superar a morte de sua melhor amiga em poucas horas.
Aparentemente ou eles ainda não tinham entendido que a Ashley estava morta, ou eu era a única que não entendia tudo aquilo.

Links das minhas histórias, já postadas:
The better part of me: http://fanficobsession.com.br/ffobs/t/thebetterpartofme.html
Secret: http://fanficobsession.com.br/ffobs/s/secret.html


Beijos galera, até a próxima postagem, desculpem o enorme tamanho que essa postagem ficou, mas foi necessário. Esse mês vou postar mais temas do Projeto.

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