Eu não estou mal, nem bem

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Estou cansada de responder. Eu não estou mal, sério, eu não estou. Então eu estou bem? Também não. Como assim? Ah, não complica, desde quando uma coisa anula a outra? Então você quer saber o que estou? Eu estou vivendo, ou sobrevivendo, chama do que você quiser.
Só me acostumei com a dor, entende? Não é tão difícil assim se acostumar com ela, acredite, a gente se acostuma com tudo. Já faz tanto tempo que ela tá aqui, que resolvi ignora-la, fingir que não existe.
Hoje, divido meus dias entre: normais, felizes e tristes. É por isso que eu digo: eu to só vivendo. Tem dias que eu riu mais, tem dias que a dor insiste em não passar despercebida, mas a maioria dos dias eu fico como hoje, sobrevivendo.
Não é tão difícil se manter assim, acredito que com o passar do tempo você acaba fincando desse jeito, querendo, ou não. Se a sua vida tem problemas que não cessam, uma hora você acaba assim, como eu.
E não é ruim não, viu? Não fique assustado ou com pena de mim, odeio pena, se quer saber. Até porque, é como eu disse, não é ruim. É bom, bom até demais diante das circunstâncias. Eu poderia estar pior, você também poderia, mas estamos aqui, vivendo. Rindo, chorando, chorando mais um pouco, rindo mais um pouco também. Quer algo melhor que isso? Não sei a sua, mas a minha vida não deixa.
Então, é isso, meu caro. Se você me perguntar em uma conversa rápida como eu estou, vou te dizer que bem. Se me perguntar de forma mais sincera, vou te dizer que não estou. Daí, quando você me pergunta: então você tá mal? Vou te negar. Por que eu não estou mal, nem bem. E não complica dizendo que não entendeu, você é humano, deve saber das loucuras que esse bicho dito como racional tem.

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