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Citando: Angústia

O citando de hoje é um pouco diferente, não se trata de um texto solto de alguma escritora, é um trecho lindo do livro Fazendo Meu Filme da Paula Pimenta, que pretendo ler.


Angústia
E se eu olho e não me olha,
Não sei bem se isso convém...
Descobrir se é bola, ou fora.
Se é pra ir ou não, além.
Essa falta de certeza,
Que a paixão, no inicio, tem.
Ora seduz, ora angustia,
... Confunde medo com desdém.
A vontade atiça e machuca.
Sem ter-te. Perto. Ter sem.
E eu me declaro, só no pensamento...
Vê se fica esperto, meu bem.


* Texto de Paula Pimenta: Nascida em Belo Horizonte, a escritora Paula Pimenta dispensa apresentações, difícil alguém não saber quem é a mesma. Amada pelos leitores adolescente, Paula Pimenta já tem seus livros sendo vendidos até fora do país, para saber mais sobre ela, visite seu site.




Citando: Certas coisas simplesmente não valem


Respira fundo. Solta esse cabelo e desamarra a cara fechada. Certas coisas não compensam o desgaste e nem o stress. Certas coisas não valem nosso tempo, nossa alma, nossa sinceridade. Certas coisas foram feitas para serem assim: tortas, esquisitas, mal acabadas. Elas só não podem te fazer sofrer. Certas coisas simplesmente não compensam. Rancor, na sua pior espécie, não traz nada de bom para a alma e o corpo, com o tempo, adoece. 
A gente cresce. A gente cresce nos erros, nos amores, nos acertos, nas dúvidas. E, principalmente, na decepção. Tudo feito para a gente evoluir. Nada acontece com um propósito menor do que te ensinar. Ensinar a viver. É um passo de cada vez mesmo. Só não deixe para iniciar a caminhada amanhã. Se começar agora, o caminho é menos doloroso.
Respira fundo, porque certas coisas simplesmente não valem. E não há porquê procurar justificativas. Acalma o coração, mantém a cabeça no lugar e segue. Segue seu rumo sem choro e com garra. Segue certa do aprendizado. Segue certa do seu poder. Só segue. Porque algumas coisas simplesmente não valem o sacrifício. E você sabe como sacudir a poeira. 

* Texto de Dreisse Drielle. Dona do blog IntimidadeEfêmera , conheci o trabalho da Drielle lá no DDQ. O blog Intimidade Efêmera está na lista dos poucos blogs que eu gostei de tudo. Como prefiro textos à tutorias de como se vestir, foi uma paixão a primeira vista. Cheios de textos que te descrevem e te deixam aliviada por ver alguém descrevendo aquilo que você não consegue colocar pra fora. Dá uma olhada lá, é apaixonante.



Citando: Quando você encontra a pessoa certa


Muita gente não acredita em almas gêmeas. Na pessoa certa, na “the one”. Assim como Ted Mosby, o romântico e às vezes inocente protagonista de How I Met Your Mother, eu acredito. Eu acredito que alguém possa ser a “the one” para alguém, a pessoa certa, aquela que vai fazer você ouvir Madeleine Peyroux cantando Dance me to the end of love. A que vai fazer você pensar: “Deus, se existia esse cafuné no mundo, por que eu passei anos tomando remédio para ansiedade?”. A The one. Mesmo com o artigo repetido em português e em inglês, só para feito dramático.
Mas ela não é a The One no sentido metafísico, divino de que duas pessoas estão destinadas a ficarem juntas. E encontrar essa pessoa é como quebrar um osso: se você tem dúvidas é porque não quebrou, ou não encontrou. E pode ser na primeira vez que você a vê andando na sua direção, guardando o guarda-chuvas, balançando os cabelos e, sentando na mesa e perguntando: “tá esperando há muito tempo?”, e você tem vontade de responder: “estou te esperando a minha vida inteira”. Ou pode ser um estalo no meio de uma conversa trivial em um restaurantes sem vela na mesa, com uma gaveta que nunca fecha, que faça você pensar: “Por que diabos, depois de tanto tempo, eu estou com essa vontade idiota e incontrolável de beijar essa pessoa?”. Na mesa ou na chuva, a resposta é: porque ela é a sua The One.
É a pessoa que demonstra prazer em estar com você sem esperar nada em troca, e sem que haja uma razão aparente para isso. É a pessoa que entende que ninguém é um amontoado de defeitos e qualidades, e sim uma pessoa que não pode ser representada nem somente pelos defeitos nem pelas qualidades. É a pessoa que, depois do beijo, fica com a testa encostada na sua, tocando o nariz no seu, de olhos fechados, e você não consegue sentir nada a não ser uma imensa paz interior. E quando você se lembrar do beijo, a parte dos olhos fechados com o rosto próximo ao seu vai te fazer sorrir sozinho. Essa pessoa é a sua The One, não tenha dúvidas.
A The One não te abraça somente com vontade. Ela te abraça de maneira que, se um precipício se abrir debaixo dos seus pés, ela conseguiria te segurar em seus braços, e, ao mesmo tempo em que com uma mão ela te faz carinhos nos cabelos, com a outra ela te acaricia as costas. Não é qualquer pessoa, não é qualquer paixão. É a pessoa que, quando encosta a cabeça no seu ombro, esquece o mundo lá fora, esquece os problemas e faz você agradecer aos céus por não ter desistido. E você não precisa acreditar nisso, nem a outra pessoa. Porque quando vocês sentirem isso, vocês vão saber.
Um beijo calmo e urgente. Um abraço apertado como se vocês não se vissem há vinte anos, desde que você foi para a guerra. A The One não é a pessoa que você acha que precisa dela. Ela é a pessoa com quem você quer estar o tempo todo, mesmo não precisando, porque é prazeroso estar com ela, e, se você precisasse dela, você não teria escolha. E ela é a The One exatamente porque vocês escolhem estar um com o outro, não porque precisam.

* Texto de Léo Luz. Léo é colaborado do Entenda os Homens e em seu perfil do blog diz o seguinte: escritor e roteirista, e não sabe fazer mais nada da vida, a não ser jogar poker e fazer pipoca de microondas. E eu só digo uma coisa: ótimo escritor.


Citando: Porque a gente sabe que acabou


Você me manda uma mensagem às duas da tarde querendo saber se tá tudo bem. E antes de te enviar alguma coisa de volta, eu olho pro celular e me pergunto, duas, três, trinta vezes, se você quer mesmo saber a resposta. Ainda que eu acredite, no fundo, que você sabe tanto quanto eu que não, não tá. Porque a gente sabe que acabou.
A gente sabe que acabou quando evita voltar pra casa depois de um dia inteiro de trabalho. Como é que eu vou te encarar com tudo isso preso na garganta? Então eu chego aos trapos e torço pra me jogar na cama sem você me perguntar como foi meu dia. Porque eu tenho medo do fim de nós dois escapar da ponta da minha língua ou de você, de repente, resolver que já deu. E a gente fica assim, num jogo de gato e rato, fugindo do término que o outro já encontrou. Porque a gente sabe que acabou. A gente só não admite.
Nas segundas, nas terças, principalmente nos domingos. O adeus tá sempre ali, a uma esquina de nós dois, na rua em que a gente faz de tudo pra não virar. E eu sinto que eu fico tentando me agarrar a você como se eu ainda pudesse, de algum jeito, de qualquer jeito, salvar o que a gente tinha. Se eu fizer um pouquinho de esforço, será que volta? Será que a gente se coloca nos eixos?
Mas a gente sabe. No rolê com os amigos quando a gente repara que não consegue mais concordar em nada. E fica todo mundo ali, nos olhando com um pouco de pena e uma dose de paciência, se questionando que tipo de casal nós vamos ser. Nós vamos ser daquelas pessoas que ficam juntas por comodismo e acabam se odiando ou nós vamos pular do barco antes que seja tarde demais? Será que a gente vai se amar o suficiente pra saber ir embora?
E enquanto a gente não vai, a gente tenta fingir pra si e pra todo mundo que continua igual. Mas eles sabem. Os nossos amigos, a minha irmã, o nosso vizinho e o porteiro. Até sua mãe sabe. Ela soube no seu último aniversário, no meio do parabéns, quando eu te olhava assustada ao me dar conta que eu só queria que acabasse. Tudo aquilo, entende? Ela me olhou por uns cinco ou seis segundos, eu acho, e soube. Porque alguma coisa em mim já tinha se apagado e eu podia tentar disfarçar com sorrisos e palmas e presentes, mas não tava mais ali. Aquele amor todo, lembra? Eu não encontrava mais em lugar nenhum.
Eu precisei de um pouquinho mais de tempo do que ela pra reparar que alguma coisa tinha se apagado em você também.
E talvez a gente ainda fique mais um tempo insistindo, porque quem ama sempre insiste, não é? E mais cinquenta mensagens, e mais alguns aniversários, e todo mundo sabendo que alguma coisa mudou, até a gente perceber. Alguns amores acabam e nem por isso deixam de ser amor. E sejamos sinceros: o nosso amor acabou.
* Texto de Karine Rosa. Dona do Blog isso não é um diário ,colaboradora do DDQ , em do ETC , Karine fala como poucos de amor. De uma maneira invejável ela coloca em texto o que quase todas as garotas sentem ou pensam. Se não a conhece, corra logo pra o seu blog, que a pior coisa que pode te acontecer é você amar tanto os textos dela que não vai conseguir fechar a janela rsrs. 



Citando: Realizar


O sonho quando tá na cabeça da gente parece tão bonito né? Uma realização pessoal que vai ser a chave de tudo. Tenho a impressão de que ele se prende nas pequenas fibras do celebro ( ou coração) e fica lá, pra servir de estepe pra aquelas situações em que tudo tá uma merda. 
Quando o seu chefe te liga mandando refazer o serviço que demorou uma vida pra concluir, quando o cara mais legal da turma começa a namorar alguém que não é você, ou quando sua mãe te liga pra saber por que você não leva a cama pra rua, já que não para mais em casa. Nesses momentos, é o sonho, que ainda tá lá longe, é ele que te faz respirar fundo e mentalizar: tudo bem, eu vou arrumar um emprego pra fazer o que eu gosto, eu vou encontrar a pessoa "certa", tranquilo, daqui a pouco consigo me manter e ir morar sozinho.
Porém vez ou outra a vida faz questão de materializar esses desejos, e coloca- los perto o suficiente pra você sentir o impacto real deles. E aí, vem o medo. Ora, medo de que? 
Medo de ter sido tudo uma ilusão, e dos seus planos perfeitos irem pelo ralo. Medo de ter acreditado na coisa errada. Medo de fazer errado, de sentir errado. Medo da saudade que pode dar do antes. E maior que tudo, medo de não ter mais nada pra se apegar, nenhuma faísca de sonho pra sonhar.
A gente tem mais medo de perder o sonho, do que vontade de realizar. A maioria de nós pelo menos. Digo isto, considerando as conversas de boteco, o tititi nos corredores das empresas, e a reclamação rotineira na linha do tempo do twitter. É tanta gente falando que "não vê a hora que isso, ou aquilo aconteça" que eu paro pra pensar se a hora de acontecer já não bateu na porta, e a pessoa não quis atender, ou fingiu que não ouviu, ou pior, achou que não era merecedor daquilo.
No fundo todo mundo sabe que a vida é uma só, que a gente precisa aproveitar enquanto é tempo, e que todas ( ou quase todas) aquelas frases prontas que a amiga baladeira fala quando quer companhia pra festa são verdadeiras. Então, como humilde usuária deste vasto mundo da web, uso este espaço pra deixar alguns conselhos ( já que, claro, quase ninguém faz isso por aqui).
Quando você digitar uma frase que deixa transparecer o sentimento, aperte "enviar" antes que a avalanche de pensamentos contrários invada sua cabeça. Quando te chamarem pra uma entrevista que parece boa demais pra ser verdade, diga sim antes que seu chefe ouça que a ligação é pessoal e queira descontar do seu salário. Quando você chegar em casa com fome e sua mãe não estiver por perto pra cozinhar, deite no sofá e chore desesperadamente. Brincadeira, peça o combo pizza + Coca-Cola, que fica tudo certo. E me chama pra comer junto contigo, a gente aproveita e faz um brinde. Um brinde pela derrota do nosso maior inimigo. E um brinde também pela vitoria do nosso maior inimigo. Ei, isso é um paradoxo! Cá pra nós, sempre sonhei em inventar um paradoxo, brindemos mais uma vez. 

*Texto de Débora Svaiger. Débora é dona do blog No meio das linhas . Encontrar o blog dessa garota foi ótimo, ela escreve super bem e cada texto dela é cheio de sentimentos e paz. Visitem.

Citando: O que é viver intensamente?


Me perguntaram se sou poeta, mas o que é ser poeta, afinal? É sentir em dobro o que todos sentem numa medida menor? É dar valor a detalhes esquecidos pelos demais? É apreciar segundos como se fosse horas? É sorrir ao som da chuva e sonhar ao toque do vento?

É imaginar um futuro sob o céu cravado de estrelas? Brincar com as flores na primavera e chorar com galhos secos no inverno? É sobrevalorizar o que mão merece um segundo olhar? Amar sem julgar? Viver sem para trás olhar?

Se isso é ser poeta, declaro-me culpada. Aprendi que nenhum momento pode voltar, nenhuma atitude tomada pode ser anulada. Com este conhecimento, começamos a ver o mundo com outros olhos, respirar com outro vigor e valorizar tudo de uma forma renovada.

Mas não cometa o erro de achar que viver intensamente é viver sem limites. Quantos famosos confundiram essas duas noções e acabaram vítimas da sua própria armadilha. Há muitas controvérsias quando se trata da vida e morte de Amy Winehouse, encontrada morta na sua casa em Londres, vítima de "intoxicação por álcool", segundo o laudo. Ela se gabava de viver uma vida intensa, livre de rotinas. Mas esqueceu dos limites.

"A ideia de que viver intensamente consistiria, por exemplo, em encher a cara de absinto ou ópio é velha de 200 anos." - Contardo Calligaris, FSP. Viver a vida ao máximo não significa testar todas as possibilidades, mesmo sabendo que são erradas. Não é aproveitar todo o tempo de vida para acabar com a saúde enchendo-se de bebidas e drogas.

Viver intensamente é agradecer todos os dias a Deus por nos conceder mais um dia na terra, e dar valor a todos os batimentos cardíacos do dia. Não acelerando-os, ou contendo-os, mas aproveitando cada um deles para apreciar a criação de Deus, os detalhes. E claro, cumprir o Ide que Ele nos deixou ao subir aos céus: pregar o evangelho a toda a criatura.

Desta forma não só vivemos intensamente, mas damos essa mesma possibilidade a outras pessoas, que desconhecem a felicidade para a além dos cigarros e copos no bar.

* Texto de Hayanne Deise Lins. Como ela mesma se descreve, Hayanne é uma sonhadora e imitadora de Jesus. Tem o dom de te fazer refletir sobre todo assunto que ela escreve, e te deixa com vontade de fazer a coisa certa. Esse talento ela divide com a gente no Blog Sentido Literário. Basta você entrar lá pra perceber que essa linda nasceu pra escrever. Visita, aposto que você vai gostar. 

Citando: Eu não sei amar, mas eu te amo


Eu queria te falar das borboletas no estômago. Sabe, aquelas que todo mundo diz que aparecem no nosso corpo quando a gente tá naquele estado de paixão? Aparecem mesmo. Mas as minhas são bem mais rebeldes do que dizem por aí: elas andam dando mortais aqui dentro, me fazendo dar pulos de susto. Pulo, aliás, é o que mais meu coração anda dando cada vez que você passa por mim. E aí eu percebo que o que mais temia já aconteceu.

O problema é que eu não sei amar. É bom dizer isso logo de cara. Eu precisava que você explicasse isso para o meu corpo. Eu-não-sei-amar. É verdade, eu juro. Eu confundo tudo, eu cobro demais, eu me cobro demais, eu tenho medo e aí eu fujo. Eu fujo, porque eu não sei amar. E quem é que sabe amar por aí? Quem é que sabe até aonde pode ir, até aonde deve, ou o tal do jeito certo de amar outra pessoa? Como é que faz para aprender a parte teórica de amar? Tem aula?
Eu não queria amar. Mas eu queria te falar das minhas mãos suadas, das minhas pernas bambas e do meu coração disparado. Eu queria te falar do nervoso que eu sinto quando você manda uma mensagem e me faz sentir como se eu fosse a única mulher no mundo. Eu queria te falar sobre as coisas que eu li só para te impressionar. E até sobre todos os filmes que eu assisti (e não suportei!) só para ter assunto com você.
Sem saber amar tudo fica bem mais difícil. Mas eu ainda queria te falar que olhei se nossos signos combinavam (e eu nem acredito em horóscopo). Eu queria te falar sobre como eu arrumei a bagunça da minha vida e tirei a poeira debaixo do tapete (ainda que isso seja exagero). Eu queria te falar que seu número é o primeiro da minha agenda, que meu celular só tem mensagem sua e eu que eu salvei uma foto do seu sorriso (só para não esquecer).
Eu queria te falar do meu olhar bobo quando você me mostra que você não tem nada de especial, mas ainda assim consegue ser o único a cativar toda a minha atenção (e o meu coração). E eu queria te falar de como eu já estou planejando te ligar no dia 31. E que, faltando segundos para a virada do ano, eu queria te falar sobre aquilo que já me conformei: eu não sei amar, mas eu te amo.

* Texto de Karine Rosa. Dona do Blog isso não é um diário e colaboradora do DDQ , Karine fala como poucos de amor. De uma maneira invejável ela coloca em texto o que quase todas as garotas sentem ou pensam. Se não a conhece, corra logo pra o seu blog, que a pior coisa que pode te acontecer é você amar tanto os textos dela que não vai conseguir fechar a janela rsrs. 

Citando: A nossa espera



Eu queria você. Bem daquele jeito que só você sabe ser e de qualquer maneira. E a gente nunca sequer entendeu o que tanto se passou entre nós. Porque tantas idas e vindas entre tantos anos. A gente nunca entendeu o que é isso que fez a gente permanecer assim, tão longe e tão perto. Entre uma desculpa ou outra, uma dispensa ou outra. A gente sempre permaneceu ali, intacto até que o outro precisasse.

Sempre achei a gente um casal bem típico de espera. Um precisa e o outro liga. Um quer e o outro atende. Sem sentimentos exacerbados, sem exigências. Sem fidelidade e sem nada que nos ligasse de fato. Era só isso: pele. Essa pele que ardia sempre que estávamos lado a lado. Essa pele que fazia a gente pular os assuntos clichês da noite e partir para o que interessa de fato. E eu nunca vou entender porque tudo entre nós dois sempre aconteceu assim. Nunca vou entender porque apesar de tanto tempo, tantas mudanças e tantos erros, a gente continuou se querendo como casal, mas mantivemos a linha de bons amigos e tirávamos proveito do nosso benefício vez ou outra.

Não se ofenda com a espera e nem se preocupe com os erros. A gente bem sabe que vamos continuar nos desejando loucamente apesar disso. Que vou morder a boca sempre que passar ao meu lado. Que você vai tentar, eu vou resistir até não aguentar mais e me entregar como sempre quis. Eu nunca vou entender mesmo. Nunca vou entender o que é isso que ainda liga a gente. O que é isso que ainda não morreu. E talvez eu até deva dizer que bom que não morreu.


* Texto de Dreisse Drielle. Dona do blog IntimidadeEfêmera , conheci o trabalho da Drielle lá no DDQ. O blog Intimidade Efêmera está na lista dos poucos blog que eu gostei de tudo. Como prefiro textos à tutorias de como se vestir, foi uma paixão a primeira vista. Cheios de textos que te descrevem e te deixam aliviada por ver alguém descrevendo aquilo que você não consegue colocar pra fora. Dá uma olhada lá, é apaixonante.