Minhas histórias no Wattpad


Olá, pessoas! Todo bem com vocês?
Para quem não sabe, eu escrevo mais que os textos publicados aqui. Desde algum tempo me aventura na escrita de algumas histórias no FFOBS e já faz um tempo que também fui para o Wattpad, mas só agora resolvi publicar sobre isso aqui.
Como sei que provavelmente o Wattpad é a plataforma mais conhecida por vocês, vim falar um pouco sobre minhas histórias publicadas lá e convidar vocês para conhecê-las.
Espero que gostem!

The Better Parto of Me



Como Roberta diz: Thommas é um clichê ambulante. Sai com várias, diz eu te amo para todas.  Mas ele tem um diferencial, costumar namorar com todas elas, mesmo que por pouco tempo.
Já Roberta, é do tipo certinha: não bebe, é virgem e nunca teve um namorado. Além de carregar vários problemas familiares que só fazem ela ter certeza que deve fugir do amor.
Agora ela é escolhida de Thommas, mas a mesma não está disposta a se render aos encantos do garoto eu te amo. Com uma bela amizade surgindo, irá ele se contentar com o posto de melhor amigo?
Se o amor existe, ele vai chegar e somar na sua vida. Se ele existe, vai despertar o melhor de você. Mas você tem que prestar atenção quando ele aparecer, caso contrário pode levar tudo a perder.
Link: https://www.wattpad.com/story/100453754-the-better-part-of-me

You Happened



Um ótimo filme que assisti diz: " Você encontra milhares de pessoas e nenhuma delas te tocam, e então encontra uma pessoa, e sua vida muda. Pra sempre." E isso não acontece só nos filmes, pode e vai acontecer na vida de muitos, inclusive nessa pequena história de amor.
"Look for the girl with the broken smile, ask her if she wants to stay awhile.
And she will be loved."

Filme citado: Amor e outras drogas
Música cidade: She will be loved

Link: https://www.wattpad.com/story/102075807-you-happened

Todos os lados do Dia dos Namorados




Ambos já tinham visto o não daquele dia. Ele foi deixado no altar justamente no dia dos namorados e ela tinha sido dispensada depois de um relacionamento que durou mais de três anos. Mas ao se conhecerem, eles conheceram o talvez, a esperança. E não podiam estar mais ansiosos por um sim do outro. E teriam, mesmo que apenas na arte.
Link: https://www.wattpad.com/story/112450601-todos-os-lados-do-dia-dos-namorados

Secrets


Os atores Alicia Clarke e Dougie Rox, embora sejam completamente opostos, se adoram e são super amigos. E por que não transformar essa amizade em algo mais colorido? Quais consequências isso pode ter quando uma das exigências é que romances deverão ser evitados no trabalho? Esse segredo pode virar mesmo um romance? E se ele vier à tona?
Link: https://www.wattpad.com/story/139437109-secrets

Em breve postarei mais histórias e atulisarei vocês.

Moça bonita


Moça bonita, mas de coração apertado
há tanto dentro dela que nem cabe
exala amor, exala saudade
exala uma culpa que não lhe cabe.

Moça bonita que não sabe a verdade
amor não se pede, se dá
e se não recebido não tem porque se culpar
amor de verdade ele chega pra somar.

Ah, moça bonita
olha o lado e vê o mundo
vê que tudo agora começou
que você não perdeu, Deus te livrou.

Minha moça bonita
olha pra o lado e me vê
vira teu rosto bonito
enxerga que ao teu lado há quem gosta de você.

Os corpos falam


Eu sempre achei quem a gente fosse bom em fingir, visto que a gente já enganou muita gente com o nosso discurso de apenas amigos. Mas esses dias, depois de uma amiga minha vir falar de você, eu percebi que a gente mente mal, e tudo isso porque os nossos corpos falam.
Neste mesmo dia em que minha amiga falou de você, eu te vi. Vi quando você tentou fingir que não tinha me visto, mas como ficou de olho em mim enquanto eu fingia não olhar para você. E percebi em mim a ânsia de passar por onde você estava, fingindo pra mim mesma que era apenas pra ver o quanto você iria manter aquela pose.
A gente se entrega quando você fala mais alto ou coça a garganta toda vez que passa por perto de mim e eu não te vejo, ou no momento em que de todos os lugares no mundo, você prefere estar perto de onde eu estou. Eu deixo claro nas vezes em que me remexo na cadeira, parecendo instantaneamente desconfortável, ou nas vezes em que fico me virando e te procurando nos lugares.
A gente se entrega até quando ri.
Quem nos conhece direito sabe que a gente muda, e talvez não falem nada por não saberem de tudo que já rolou. Eles temem nos contar o quanto mudamos quando estamos perto um do outro porque acham que a gente vai pensar poderíamos ter tido algo que agora não dá. Mal sabem eles que essa dança a gente já dançou faz tempo e que a gente não daria certo nunca. É por isso que nossos corpos falam, porque embora nossa mente já tenha entendido, depois dos nossos beijos nossos corpos ainda custam a entender.

Carta para o futuro


Primeiro de tudo, eu espero que você esteja bem. O que faz com que eu também espere que você tenha mudado um pouco, parado de se cobrar tanto. Eu sei o quanto isso pesa em você. Então, que o peso tenha aliviado e que você esteja bem.
Dependendo da data que você me leia, talvez você já esteja longe, tomara que esteja. Mas eu só queria te dizer que caso não tenha conseguido, eu te entendo e não vou te crucificar. Talvez você já esteja fazendo isso muito bem sozinha. Mas deixa eu te dizer mais uma coisa...
Tá tudo bem mudar. Embora eu ainda não aceite isso tão bem, torço pra que você já tenha entendido isso.
Talvez os sonhos tenham mudado, a realidade e as prioridades também. Eu jamais te cobraria ser a mesma de sempre. Seu maior defeito foi justamente tentar se enquadrar no mesmo molde e sofrer quando claramente não cabia.
Caso você leia isto quando tudo estiver uma bosta, só lembra que você já esteve nessa posição antes e conseguiu passar, a gente sempre consegue, se quer saber. Se você não acredita, tentar lembrar que isso é apenas sua mente tentando te pregar uma peça pela milésima vez. Ela sempre fez isso, lembra?
Mas caso você esteja muito bem, eu só te digo que estou igualmente orgulhosa. Talvez um pouco mais feliz porque é sempre bom saber que tudo correu bem e saiu como planejado, mesmo que agora eu nem saiba qual é o plano que você tá seguindo. Parabéns!
Só quero te dizer que eu vou tá sempre orgulhosa de você e torcendo pra que você acredite nisto, que já seja capaz disto. Você passou por uns maus bocados, menina. Então só respira e lembra-se de tudo isso pra que perceba o que ainda me custa acreditar.
Que tu tenhas muitos sorrisos e que valorize cada pessoa e coisa que te trazem eles. Que tu tenhas mudado muita coisa, mas que nunca tenha perdido essa tua facilidade de rir mesmo quando quer chorar. Que tudo corra bem, ou melhor, que tu vejas que no final tudo vai ficar sempre bem. 

Te Contando: Capuleto



Informações

Título: Capuleto
Autora: Bella Borges
Editora: Kazuá

Sinopse

O despertar de um amor, um olhar, uma fagulha. Quem nunca viveu um amor impossível? Quem nunca quis superar as barreiras do tempo, do espaço, das conveniências e obrigações?
Nessa história, Willian se apaixona por uma estrela distante, Julieta, que se torna a única estrela de seu céu. Esse amor o completa, mas o divide. Diversas situações afastam o casal: a guerra, os interesses familiares, as obrigações... Mas o amor resiste. Cada um partiu com um pedacinho do outro, e assim tentam cuidar de si e da lembrança dos breves momentos que compartilharam.
A história de Julieta e Willian retrata o desejo de lutar, essa avalanche de sentimentos que chegam com o amor. Especialmente um amor tão puro quanto esse. Um amor do qual temos saudades.



Minha opinião

Capuleto é um livro para quem ama, e até mesmo para quem precisa amar. Doce e cheio daquele amor exagerado que a história Romeu e Julieta - obra que inspirou a autora - tem.
Este livro me chamou atenção assim que descobri que a Bella queria contar como poderia ter surgido a aclamada obra de Shakespeare, e é ótimo sentir que tudo que foi contado poderia muito bem ser real, porque a gente consegue sentir todo o amor de Willian por sua amada Julieta, assim como conseguimos perceber seu amor pela escrita.
Um noivado não desejado, uma guerra e até mesmo uma paixão indesejada tentam atrapalhar o amor de Willian e Julieta, mas a cada página do livro vemos que esse amor jamais poderá ser substituído ou vencido.
A edição do livro não é cem por cento, infelizmente a troca de ponto de vistas – seja entre os personagens principais, ou com a terceira pessoa – fica um pouco confusa e isso atrapalha um pouco. Bella escreveu o livro ainda muito nova, mas fica clara sua paixão pelo que faz e estou certa que com o amadurecimento virá coisas ainda mais bonitas. Inclusive, ela lançou mais um livro.
Em suma, Capuleto é um ótimo pedido para quem quer uma história de amor cheia de desafios, mas também doçura. Willian é um amante de Julieta e das palavras, estou certa que você sentirá esse amor também.

Frases do livro:

“É um amor pobre aquele que se pode medir.”
“Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra.”
“Foi aí que eu soube: amor é compreensão. É ser feliz por ver o outro feliz.”


Minha nota: 8,0

Entrevista com a autora Bella Borges


Que tal começarmos o ano com novidades?
Hoje tenho a felicidade de contar que conseguimos nossa primeira parceria. A Bella Borges é uma autora muito querida e em breve teremos resenha de um dos seus livros. Mas antes, que tal conhecermos um pouco mais sobre ela? Trago pra vocês uma breve e simples entrevista que fiz com ela.
Espero que gostem.

Você é uma autora muito jovem. Quando você começou a escrever?
Aos 12 anos.

Ao ler um pouco sobre seu primeiro livro, descobri que inicialmente ele foi escrito como uma fanfiction. Como surgiu a proposta de publicá-lo? Bateu aquele medo?
Era uma fanfic, pois era a forma mais fácil de divulgar o meu trabalho. Quando vi que tinha muitas criticas positivas, eu resolvi publicar. 

A gente sabe que todo autor tem um processo de escrita, ou melhor, tem algo que sempre o inspira. O que seria isso na sua vida?
Acredito que seja o amor.

Outra coisa que descobri sobre você, é que você é fã de Nicholas Sparks. Fala um pouco de como essa paixão pelos livros dele começou e nos conta quais seriam os seus outros autores preferidos.
Ele que me levou para esse mundo dos livros romanticos, sou apaixonada por esse ramo e meu sonho era participar! 

Falando agora sobre suas obras. Como surgiu a ideia de escrever Capuleto, seu primeiro livro?
Eu queria escrever algo relacionado a Shakespeare, o resto foi vindo naturalmente

Qual foi o maior desafio no processo de escrita do mesmo?
Acho que por eu ter escrito muito nova, com 14 anos, a maturidade da escrita era algo a desejar. 

Recentemente você lançou seu segundo livro, nos fala um pouco mais sobre ele.
É um livro diferente, mas eu me lembro com muito carinho a época que comecei a escrever sobre ele. Estava na escola e sofria bullying, e ele me ajudou a vencer aquela etapa. Espero que faça o mesmo com as pessoas que estejam passando por momentos difíceis na vida. 

Estamos no final da nossa entrevista e queria te agradecer pela parceria com o Quando Acordei, mas antes de nos despedirmos queria fazer um pequeno bate-bola com você. Quero que responda a primeira coisa que te vem à cabeça ao ler algumas palavras.
Paixão: O meu amor, amigos e família.
Sonho: Conhecer Paris.
Medo: Tenho muitos haha.
Vício: Comida Italiana.
Conquista: Meu curso de Psicologia.
Razão: Sempre ter empatia pelas pessoas.
Inspiração: Pessoas que estão no meu convívio. 

Então, leitores, é isso. Tomara que tenha gostado da Bella e aguardem que logo, logo tem resenha de Capuleto para vocês.

Nós


Antes de escrever sobre a gente eu fui reler alguns outros textos meus. Fui buscar uma inspiração maior que a gente, porque embora escrever sobre nós esteja sempre em minha mente, eu não conseguia pensar em um bom começo. Talvez porque o nosso começo não tenha tido jeito de começo.
A gente só ficou se encarando sem nem saber se era mesmo correto rolar alguma coisa. E quando as olhadas tornaram-se conversas a gente já foi logo falando do que é, provavelmente, nossa maior diferença. Sem contar o fato dos olhos atentos de quem nos rodeava. A gente começou mesmo depois que você foi embora.
E a gente começou tudo errado.
Talvez a verdade seja que nós dois, juntos, seja errado. Assim como achamos no início de tudo.
Ou talvez não, a soma de nós dois é confusa demais pra entender em apenas algumas palavras.
A verdade é que boa parte desse nosso nós se resume a isso. Aquelas idas e vindas, aquele certo e errado, o não e o sim. E pra mim, a pessoa mais insegura que conheço, isso é bem mais do que eu posso compreender. Então vem o medo.
Medo de que você possa ser o certo. De que você seja ainda mais errado do que já é. De que eu me torne o erro. E de acreditar que possamos ser um acerto.
A gente dar certo seria o final mais surreal da história. Seria surpresa pra qualquer um. E eu não conto com essa possibilidade. Eu sempre gostei do óbvio. Do prático. Da ausência de grandes surpresas.
E é por isso que assim como eu não conseguia fazer um início, eu também não sei como encerrar esse texto. Porque eu não sei como vamos terminar. E eu não quero pensar.
Eu prefiro que por hora tudo continue assim. Empurrando com a barriga? Talvez. Mas eu prefiro chamar daquele velho clichê. Eu chamo de viver um dia de cada vez.

Sobre diferenças



Dia desses, eu estava sentada com alguns amigos e lembrei-me do quanto eu tinha uma impressão diferente deles antes de conhecê-los melhor. Não falo daquele tipo de birra boba que a gente tem com alguém que nunca falamos, digo sobre o que me veio à mente quando olhei o óculos de um, a tatuagem do outro, o gosto musical do terceiro... Do que também veio à mente deles quando me viram sempre de saia ou vestido, usando óculos e falando pelos cotovelos.
Eles são tão diferentes do que eu pensava, eu sou diferente do que eles imaginaram.
Parei e pensei em quantas vezes nessa vida a gente não faz isso, não concluímos que conhecemos alguém apenas pelo que vemos e pela meia dúzia de palavras que trocamos. Grande erro.
Aquele rapaz mais diferente de mim se mostrou alguém receptivo para ouvir do meu mundo, mesmo entendo tão pouco. E aquele que mais se parecia comigo foi um dos que mais tive que me adaptar às nossas diferenças para que eu não deixasse de admirá-lo. Afinal, quem tem culpa por não ser o que a gente esperou que a pessoa fosse? Por que querer que as pessoas se comportem da maneira que a gente achou que elas eram?
O mundo é volátil, nossas ideias também. E as nossas conclusões mais ainda.
Não importa quantas vezes a gente olhe para um alguém e quantas conclusões possamos tomar com essas olhadas, se a gente não parar para conhecê-la de verdade, nunca saberemos quem essa pessoa é. E essa é a única verdade.

Ninguém, por mais óbvia que essa pessoa possa ser, é apenas o que a gente vê. Essa é a conclusão que devemos ter.

Entre, retire e vá embora


A gente pode nunca ter chegado a ficar realmente juntos, mas tanto eu como você deixou muito de nós no outro e está na hora de cada um recolher o que foi deixado.
Você, pela primeira vez em todo esse tempo, tomou a iniciativa e foi o primeiro a apanhar tudo que eu deixei aí e jogar fora. Se não jogou, com toda certeza guardou em mais uma de suas inúmeras gavetas de sentimentos que morrem calados. Já eu, mais uma vez, fui ingênua e preferi deixar tudo do mesmo jeito que você deixou, meio bagunçado, sabemos. Mas preferi não mexer em nada pra o caso de você mais uma vez voltar e fingir que nada tinha acontecido.
Antes seu jeito era algo que eu achava engraçado e que me fazia acreditar que tudo era tão forte que no final você sempre percebia que a pessoa era eu. Só que não parece que você vai voltar, e, caso volte, não acharei graça e muito menos romântico.
Tudo, exatamente tudo, um dia cansa. Não importa o que seja. Um dia vamos olhar e ver que se esse tudo virou excesso, ele também ficou cansativo. E eu cansei.
Cansei desse seu jeito bobo de agir. Das suas graças. Cansei das suas grosserias, mesmo que poucas. E também cansei do seu excesso de fofura, como sempre chamei. Cansei de mim com você, se quer saber. Mas, principalmente, cansei da espera.
Então vou fazer como você, vou tirar tudo que é seu daqui. E se puder me fazer um favor, retire aquelas coisas que só podem ser tiradas por ti. Mas na hora de fazer isso, não precisa me olhar, nem dizer que lamenta tudo e que ainda é o melhor amigo, não preciso de mentiras.
Retire tudo, não deixe nem aquilo que parece não ter importância. Acabe com tudo, seja rápido e me ignore ao máximo. E não se esqueça de trancar tudo na hora de sair e jogar a chave fora, porque caso queria novamente entrar, vai ver que você mesmo trancou tudo e acabou com as suas chances de voltar.

Música da Semana


Macaé (Clarice Falcão)

Ei, se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você
Você vai fugir a pé?
E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz
Você vai pro lado oposto ao que eu estiver?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

Ei, vai pegar mal se eu contar que eu imprimi
Todo o seu mapa astral?
Você foge assim que der, quando souber?
E se eu falar que eu decorei seu RG só pra se precisar
Você vai pra um chalé em Macaé?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

Ei, se eu falar foi por amor
Que eu invadi o seu computador
Você pega um avião?
E se eu contar de uma só vez
Como eu achei sua senha do cartão
Você foge pro Japão, esse verão?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia

Ei, se eu contar como é que eu me senti
Ao grampear seu celular
Você vai numa DP?
E se eu mostrar o cianureto que eu comprei
Pra gente se matar
Você manda me prender no amanhecer?

Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Mas se fosse eu, eu fugia.

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Hoje eu falei de você


Hoje eu falei de você. Contei coisas que eu nunca tinha dito antes.
Desde que tudo passou que você se resumiu a explicações simples: “Meu ex melhor amigo”, “o amigo que eu já fui apaixonada”, “o meu amigo que se apaixonou por mim”, “o cara que eu mais gostei na vida”. Sem detalhes profundos, sem histórias só nossas, sem lembranças muito íntimas. Mas hoje foi diferente, hoje eu realmente falei de você.
Contei sobre meu medo de confiar nas suas palavras, de como eu me sentia quando você começava a se relacionar com outra pessoa, da minha espera para que você lutasse por mim, coisa que nunca aconteceu de verdade. Acabei contando dos erros que eu sei que cometi, dos que eu ainda penso se foram mesmo erros, daqueles que eu cometia em nome da nossa amizade. Sim, eu hoje falei realmente de você.
Confidenciei sobre sua importância para mim tanto antes, como hoje. Do meu temor que se tornou realidade de qualquer maneira, de como foi difícil me adaptar a uma vida sem você, da minha dúvida se deveria ou não ter tentado. Contei desse nosso “e se” e de como é difícil viver com ele, e também da forma que até hoje ele interferi na gente quando nos falamos. É, hoje eu falei de nós.
Coloquei para fora o porquê de eu ter tanta certeza que nunca mais amei ninguém, da minha fé que existe mesmo amor, da minha revolta por ter dito isso a mais alguém depois de você, mesmo quando claramente ele não mexia comigo como tu mexestes. Quando vi, já tinha falado que eu chorei de verdade quando você descobriu tudo e de como foi dolorido te deixar seguir, porque, meu bem, doeu demais.
Contei em detalhes o porquê de eu nunca ter dito um sim de verdade e o motivo que me faz não me arrepender tanto disto. Eu achava e ainda acho que foi melhor. Eu temia não estar pronta, não ser o melhor, não poder ser inteira, temia coisas que na época faziam todo sentido e, talvez, por isso, tivesse sido uma grande catástrofe ter tentando algo. Eu não estava pronta. Sim, eu também falei só de mim.
Depois eu ri enquanto lembrava de como éramos dois idiotas que riam de qualquer bobeira, das vezes em que eu levava bronca por não controlar a gargalhada com suas brincadeiras, do seu sorriso todo idiota quando eu te encarava. Mas também senti um aperto com a lembrança de que a gente nunca falou disso abertamente, pessoalmente. Será que algo teria sido diferente?
Garoto, foi difícil e ao mesmo tempo libertador, mas eu falei demais de você. E depois de contar tanto, de lembrar de tanta coisa, percebi que não contei quase nada. Ainda tenho tanta coisa só sua aqui dentro, tantas histórias apenas nossas, cada bobeira que o tempo já começou a me fazer esquecer.
Hoje eu falei de você, falei muito, mais que nunca. Mas hoje me dei conta que ainda tenho muito mais de você aqui dentro.

Voltamos!

Depois de quase dois meses sem nenhuma postagem, o blog está novamente ativo. Os motivos para a falta de posts são diversos, e vão desde falta de tempo à falta de um layout novo. Falando em lay novo, esse é que está no site foi Michelly Melo do blog Dezoito Primaveras.
Para essa nova fase do blog e da minha vida, a presença de mais colaboradores é quase que imprescindível, por isso, queria convir você a fazer parte da nossa equipe.
Você é bom em resenhas de filmes? Então, vem conosco!
É bom em resenhas de livros? Vem com a gente também!
Gosta de escrever e faz uns textos bem legais? Teu lugar é aqui!
Entende de moda? Vem pra cá!

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Eu sempre soube


Eu sempre soube, desde a primeira vez que conversamos de verdade que eu sabia: eu não poderia amar você. Não foi falta de papo, se você lembrar, conversamos até demais. Não foi também a antipatia que eu tinha por você, ela foi quebrada no primeiro sorriso que tu me arrancaste. Eu soube no momento da nossa despedida, no constrangimento que foi, para nós dois, dar xau. Você me olhou com um certo nervosismo e me estendeu a mão, assim como a gente cumprimenta um chefe, eu fiquei toda embolada, sem saber o que deveria fazer, "não deveríamos nos abraçar?" pensei. Mas daí eu apertei sua mão de volta, e a gente ficou ali, se olhando com um sorriso que dizia: a gente quer mais, mas não podemos mais isso. Foi ali que eu percebi, não seria apenas o abraço que desejaríamos e não teríamos, aquilo seria a gente. Sempre.

A gente realmente não controla totalmente nossos sentimentos, mas em algum momento entre o interesse e a paixão, temos o momento de pensar: até onde isso pode chegar? Eu queria ir longe, acredite, mas eu sabia que não poderíamos ir tanto assim, por isso, não me deixei te amar. O que eu posso fazer? Depois de um amor mal sucedido, a gente começa a evitar outros. E sobre nós, eu sabia, aquilo não rolaria.
Eu senti isso no nosso segundo encontro, quando magicamente eu tive um controle que nunca tinha tido antes e te vi perder boa parte do seu. Eu não queria aquilo, não queria ser seu descontrole, porque​ eu sabia que um dia acabaria perdendo o meu também. Eu não podia amar alguém pra no fim os dois saírem com algo negativo.
Tive a certeza quando te vi seguindo a vida, você me mostrou mais do que eu conhecia. E não foi o ciúme que me fez desistir de vez, foi ver que mesmo seguindo, a gente continuava ali, em uma espécie de stand by, só pra o caso de você se arrepender. Eu não queria isso. Certeza maior foi quando a gente não sabia mais como lidar com essa vontade, quando a falta de controle tornou-se a maior verdade, baby, era mais que não poder, eu não deveria te amar. E sabe por quê? Porque, meu bem, eu não te amei, mas eu gostei muito, mais do que você merecia, e por isso eu não podia ir em frente e acabar ferindo a gente. Eu sabia que não deveria amar você.




Música da Semana



Inocência (Danielle Cristina)


Me lanço a Ti, Pai, sou tua criança
O mundo não pode, roubar minha infância
O meu louvor, exala esperança
Não posso parar de Te adorar
Eu não sei parar de Te adorar
SOLO
O mundo ataca minha mente
Pra que eu não resgate, a minha esperança
O inimigo, que tirar de mim
Minha essência, o meu jardim
SOLO
Ele não quer, que eu me arrependa
Pra que eu não volte a inocência
Voltei, para os Teus braços, voltei
Me humilhei, e o Teu amor sarou minha terra
Me restaurou, Voltei, para os Teus braços, voltei
TODOS
Me lanço a Ti, Pai, sou tua criança
O mundo não pode, roubar minha infância
O meu louvor, exala esperança
Não posso parar, de Te adorar
Eu não sei parar, de Te adorar
TODOS E SOLO 
Porque Ele vive, posso crer no amanhã
Porque Ele vive, temor não há
Mais eu bem sei, eu sei, que a minha vida
Está nas mãos do meu Jesus, que vivo está
TODOS
Me lanço a Ti, Pai, sou tua criança
O mundo não pode, roubar minha infância
O meu louvor, exala esperança
Não posso parar de Te adorar
Eu não sei parar de Te adorar
Me lanço a Ti, Pai, sou tua criança
O mundo não pode, roubar minha infância


Música da Semana



Carla (LS Jack)

  
Eu cheguei a deixar
Vestígios pra você me achar
Foi assim que entreguei meu coração, devagar
Eu tentei te roubar
Aos poucos pra você notar que fui eu
Te guardei onde ninguém vai tirar
No fundo dos meus olhos
Pra dentro da memória te levei
Amor, você me tentou
Ô, Carla!
Eu te amei como jamais
Um outro alguém vai te amar
Antes que o sol pudesse acordar
Eu te amei, ô, Carla!
Ô, Carla!
Eu cheguei a deixar
Vestígios para você me achar
Foi assim que entreguei meu coração, devagar
Eu tentei te roubar
Aos poucos pra você notar que fui eu
Te guardei onde ninguém vai tirar
No fundo dos meus olhos
Pra dentro da memória te levei
Amor, você me tentou
Ô, Carla!
Eu te amei como jamais
Um outro alguém vai te amar
Antes que o sol pudesse acordar
Eu te amei, ô, Carla!
No fundo dos meus olhos
Pra dentro da memória te levei
Amor, você me tentou
Ô, Carla!
Eu te amei como jamais
Um outro alguém vai te amar
Antes que o sol pudesse acordar
Eu te amei, ô, Carla!

Eu te amei, ô, Carla!
Eu te amei, ô, Carla!

Desculpem o transtorno, precisamos falar de relacionamentos abusivos


Sei que hoje o post deveria ser Música da Semana, mas não posso, então, desculpem o transtorno, mas precisamos falar de relacionamentos abusivos.
Não sei se todos aqui sabem quem são, mas há um “casal” no BBB que tem levantado muita polêmica. Emilly – uma menina de vinte anos com valores bastante deturpados- e Marcos – um homem de quase quarenta anos que sempre insistiu em ficar com a tal Emilly e finalmente conseguiu – formam um casal que tem a maior torcida do programa. Talvez isso se deva ao fato de que o tal Marcos se comportava como um verdadeiro príncipe no início; eram flores, declarações, conversas até o amanhecer; e a menina conseguiu a torcida por ser bonita, jovem e ser aquele típico personagem que erra, mas parece tentar acertar, mesmo que por interesse. Mas a verdade é que pouco importa quem eles se mostraram no início, o assunto deste texto tem mais a ver com o relacionamento tóxico e abusivo que os dois mantém hoje, e que infelizmente é o reflexo de vários outros que existem aqui fora.
Existe um ditado que diz que só quem já passou, é quem sabe como é aquela experiência, isso é verdade, mas quando se trata de relacionamentos abusivos, é preciso que todos saibam, porque nem sempre quem passa consegue sair para contar a experiência depois. Então, deixa eu falar um pouco sobre o relacionamento desse casal do BBB e talvez falar um pouco de você.
Marcos, que sempre tenta parecer muito maduro e acima de qualquer erro, durante o andar desse relacionamento começou a cansar de alguns defeitos – que sempre estiveram lá – na Emilly, mas por interesse algum motivo ele não acabou com a mesma, em vez disso resolveu agir como se fosse o pai da menina e começou a tentar educá-la de um novo jeito. Não é errado você querer que seu parceiro melhore, claro, mas há um grande problema quando você começa a diminuir aquela pessoa e passa a acreditar que ela é a imperfeição em pessoa, e você a personificação das coisas boas. É isso que acontece com esse casal.
Mas não parou por aí...
O homem em questão começou a usar uma outra garota – Vivian -, que também está na casa e que Emilly sempre teve um atrito, para fazer ciúmes em sua “namorada” e também para mostrar o que seria uma mulher perfeita e em como a sua parceira estava longe disso, é válido lembrar que essa segunda garota nunca teve nenhuma proximidade com ele. Com a Emilly sempre se assumindo uma garota possessiva, era óbvio que as tentativas de seu namorado teriam uma reação. Ela começava a nutrir mais raiva pela colega de confinamento e ter ataques de ciúmes, e o que seu namorado fazia era acusar a mesma de “surtar” sem motivo algum e dizer que ela precisava amadurecer.
Com tantas brigas do casal, pessoas próximas começaram a tentar interferir, aconselhar ambos os lados, mas a menina se dizia apaixonada e ele criticava a parceira, mas depois “desculpava” a mesma e ficava com ela, não sem antes mostrá-la o quanto ela deveria ser grata por ele ainda estar com ela. As brigas foram ficando maiores e o Marcos sempre vinha com um novo método de educar a Emilly, mas no fim era sempre da mesma maneira: ela tentava falar, ele não escutava, ela gritava, ele repreendia e aproveitava o momento para mostrar que ela ainda era imatura e pouco demais para o que ele esperava de uma mulher.
Mas acredite, diminuir, provocar, não escutar e mais uma vez diminuir a namorada não foram as únicas coisas que aconteceram. Não para por aqui...
Com o passar do tempo o rapaz começou a ficar cada vez mais agressivo e autoritário. As repreensões foram virando gritos cada vez mais altos, os conselhos começaram a serem dados com o dedo no rosto dela e as humilhações ficaram cada vez mais constantes, até que na noite de sábado tudo pareceu passar dos limites.
O casal discutiu e ao ver a parceira conversando com uma terceira pessoa que ele não gosta, o homem entrou na conversa já xingando essa terceira pessoa e exigindo que a mesma deixasse sua namorada sozinha. Emilly bem que tentou explicar que não estavam falando dele, mas ele não escutou e exigiu que a menina saísse da festa para falar com ele, acostumada a fazer tudo que ele manda, mesmo a contragosto e claramente assustada, ela foi. Eles conversaram – na verdade ele falou e ela escutou – e ficaram mais calmos, mas mais uma vez Marcos colocou Vivian na conversa e tudo acabou virando uma enorme briga. Foi aí que vimos o quão tóxico é esse relacionamento.
Marcos encurralou a menina contra a parede e começou a gritar descontroladamente com o dedo no rosto dela, com medo de algo pior acontecer uma outra pessoa teve que intervir e pedir calma. O casal migrou para outro cômodo e mesmo a garota pedindo para ele se manter longe, Marcos não obedeceu e quando viu que ela não pararia, começou a segurar seu punho para que ela ficasse onde estava, mesmo com ela reclamando que aquilo estava machucando-a. Depois vimos uma coisa parecida com abraço, mas que não era, ele machucando a mão da mesma, ela com cara de pânico, depois ele se jogando por cima dela e chorando, dizendo que ela não poderia acabar com o relacionamento deles. Ela chorou junto e aceitando a culpa que ele lhe deu, acabou consolando ele.
No dia seguinte eles voltaram a conversar e mais uma vez os ânimos se exaltaram, foi aí que depois de mais um apertão no punho, Emilly falou que não iria mais aceitar beliscão, ou apertão, que o braço dela estava dolorido por causa disso. Não houve pedidos de desculpa.
A produção – erroneamente – escolheu apenas conversar com os dois separadamente e Emilly pareceu enxergar minimamente o que estava sofrendo, mas seu namorado começou a perguntar o que tinham falado para ela e quando percebeu o que estava acontecendo falou que a mesma era a única pessoa capaz de colocá-lo para fora de lá, porque ela conseguia desestruturar ele e que era isso que ela estava fazendo, sua atitudes eram porque Emilly causava isso nele, não porque ele queria.
Você pode achar isso coisa de casal, mas eu preciso te dizer que não é. Um casal, casal de verdade, eles fazem bem um pra outro. Em um namoro saudável seu parceiro (a) não vai usar outras pessoas para te irritar e mesmo que cometa esse erro, ele vai reconhecer isso depois. Se você tem um bom namoro, a outra pessoa não vai sempre jogar os seus defeitos “na rodinha”, você não será diminuída e ela não vai te fazer acreditar que é pouco demais pra mesma nem que você deveria agradecer por ainda tê-la em sua vida. Ela vai ficar na sua vida sem te cobrar um obrigada diário. Preciso que entendas que não é aceitável alguém te colocar contra a parede e lá gritar e colocar o dedo no seu rosto, muito menos te beliscar, e machucar você, essas últimas coisas, são verdadeiramente agressão.
Se você vive algo parecido com o que falei aqui, a luz vermelha acabou de ascender para você e é hora de sair desse relacionamento. Você pode ter defeitos graves, e deve sim melhorar, mas não deve ficar em um relacionamento que te diminui e usa isso contra você constantemente. Quem ama ajuda, compreende, é parceiro, e diminuir você não é amor. Se a pessoa que você tem do seu lado te machuca fisicamente, mesmo sem tapas ou murros, saia dessa, é agressão do mesmo jeito.
E sim, é normal você não ter percebido antes que vivia em um relacionamento abusivo, é muito comum você achar que na verdade a pessoa é muito boa para você mesmo ele fazendo isso, mas aproveite que finalmente viu e corre daí.
E por fim, machucar fisicamente é o estágio final de um relacionamento abusivo e várias vezes ele nunca acontece, mas ainda assim, não deixa de ser abuso. Na maioria das vezes a pessoa meche apenas com seu psicológico, e não ache que isso é pouco, é muito, é mais do que muitas pessoas podem aguentar. Não espere chegar ao último estágio e muito menos tente ficar até onde aguentar. Saia hoje, porque você pode não ter chances, nem forças para sair depois. E se você, caro leitor aí do outro lado da tela estiver passando por isso e teme sair e ser machucado, procure ajuda, se quiser conversar estou aqui, na aba contato tem o email do blog, mas minhas redes sociais estão abertas para você. Só me escuta, saí dessa. Saí daí por favor.