Sobre o Filme: O seu jeito de andar

Prontos para mais um Sobre o Filme? Hoje vamos falar do adorável O seu jeito de andar.



Informações
Título original: Barefoot
Ano: 2014
Duração: 90 minutos
Gênero: Comédia, Romance, Drama


Sinopse
O filho ovelha negra (Scott Speedman) de uma família rica conhece uma jovem paciente psiquiátrica (Evan Rachel Wood) que foi criada em isolamento durante toda a sua vida. Certo dia, ele leva a jovem inocente para o casamento de seu irmão para convencer a família de que ele deu um jeito em sua vida. Ela impressiona a família com seu charme genuíno. No meio do caminho, eles se apaixonam de maneira improvável.


Minha opinião
Jay não é médico, nem nada parecido, seu emprego no hospital psiquiátrico é de faxineiro e ele só está lá porque está cumprindo condicional. É um cara sem responsabilidade, que gasta sua grana em apostas e dispensa as mulheres sem muito carinho depois de uma noite de sexo. 
Daisy chega ao hospital e não sabemos nada sobre sua doença, a não ser suas poucas palavras sobre ter relação com a morte da mãe e com algumas vozes. Nada mais que isso.
Depois de Jay praticamente a salvar de um abuso de outro faxineiro, Daisy pega suas coisas e segue-o para fora do hospital. Com toda razão ele a manda voltar e quando ela se nega ele ainda oferece dinheiro para que a mesma pegue um táxi e volte para sua casa, mas a menina não tem ninguém. Sendo um cara que não se preocupa com os sentimentos alheios ele não demonstra vontade de ampliar sua ajuda até que lembra que precisa levar uma garota para o casamento do seu irmão e assim conseguir alguma grana com seu pai.
O que esperar de um relacionamento falso entre um cara sem noção e uma possível esquizofrênica? 
Seu jeito de andar - prefiro o nome em inglês - não tem aquela aparência de super produção de Hollywood, ele não nos dá a impressão de que foi feito apenas para conseguir dinheiro, é leve, lindo, feito para nós emocionar e tirar sorrisos bobos de nós.
A inocência da personagem principal, pouco acostumada com  a civilização faz com que nos apaixonemos por ela quase que de imediato, desde quando vemos aqueles pés descalços a gente se sente tocado por ela. O personagem principal masculino nos causa raiva algumas vezes, mas ele logo inverte o jogo e deixa a gente apaixonados por ele também. A química deles é tão incrível que não precisa de beijo para fazer com que eles ganhem uma grande torcida.
A parte técnica do filme não pode ser deixada de lado. Amei a fotografia do filme, assim como a trilha sonora. Sem falar nas atuações.
Se você procura um filme simples, porém bem feito, O seu jeito de andar é o pedido certo.



Minha nota: 9,5







Música da Semana


Nós (Anavitória)

Se for ficar, fica de uma vez, não enrola
Porque enrolar é só dentro do abraço
E eu faço questão de ser no meu
Que cabe tu, e é só teu

Chego a noite em casa
Procurando por você em todo canto
O que é que tu fez?
Pra deixar rastros nos meus móveis e teu cheiro quando canto
Aquela canção que a gente ouviu na cama grudados
E aquele refrão que nos pôs pra dormir embaraçados

Ei você, que se alojou nos meus
Olhos e na minha boca, por que não tá aqui?
A cama tá reclamando, a casa te chamando
Vem logo me ver
Tô te esperando entrar, não precisa bater

Lembra de ficar um pouco mais
Quando pensar em ir embora
E querer muitos minutos à toa
Sem se importar com a demora
Do nosso sono matinal de quando nos falta assunto
Das horas que eu disparo a conversar, e tu não fala um só segundo

Ei você, que se alojou nos meus
Olhos e na minha boca, por que não tá aqui?
A cama tá reclamando, a casa te chamando
Vem logo me ver
Tô te esperando entrar, não precisa bater
Que eu esqueci de me trancar



Música da Semana


Deus do Secreto (Ministério Sarando a Terra Ferida)

Minha trajetória
É marcada por conquistas
Minha arma foi a fé
Minha esperança
É regada por lembranças
Que o tempo não levou

Mas parece que um furacão
Me alcançou... Deus!
Eu não podia imaginar
Perdi meu chão
Olha como chora o meu coração

Dessa vez não consigo te tocar
Não tenho forças pra clamar
Confesso, já tentei
Dessa vez eu entrei no quarto
E tranquei a porta
Só tu podes me encontrar

Pois tu és o Deus que me vê no oculto
Tu és o Deus que me vê no secreto
Tu és o Deus que me vê
Quando o homem não me vê
Eu não estou só, eu não estou só

Mas parece que um furacão
Me alcançou... Deus!
Eu não podia imaginar
Perdi meu chão
Olha como chora o meu coração

Dessa vez não consigo te tocar
Não tenho forças pra clamar
Confesso, já tentei
Dessa vez eu entrei no quarto
E tranquei a porta
Só tu podes me encontrar

Pois tu és o Deus que me vê no oculto
Tu és o Deus que me vê no secreto
Tu és o Deus que me vê
Quando o homem não me vê
Eu não estou só, eu não estou só

Tu és o Deus que me vê no oculto
Tu és o Deus que me vê no secreto
Tu és o Deus que me vê
Quando o homem não me vê
Eu não estou só, eu não estou só
Tu és o Deus que me vê no oculto
Tu és o Deus que me vê no secreto
Tu és o Deus que me vê
Quando o homem não me vê
Eu não estou só, eu não estou só

Te Contando: Orgulho e Preconceito


Eu sei que já deve ter milhares de resenhas sobre esse livro, mas ainda assim me sinto na obrigação de falar sobre ele.
Meu interesse por algum livro de Jane Austen surgiu depois que minha autora preferida falou dela, mas por algum motivo seus livros sempre estavam no fim da minha lista de desejos, até que eles também entraram nos desejos da minha irmã e ela resolveu comprar Orgulho e Preconceito. Era a minha oportunidade.
Orgulho e Preconceito tem uma narrativa diferente das que estou acostumada, principalmente se levarmos em conta que não costumo ler livros de época, com mais detalhes e narrações sem diálogo do que estou habituada, este livro te dá muito mais que apenas o romance dos mocinhos. Ah, os mocinhos...
Elizabeth, ou Lizzy, é uma jovem com pouco dinheiro, atraente, inteligente, bem humorada e sincera que não costuma levar desaforo para casa, cuidando sempre de dar a melhor resposta a quem lhe afronta. Já Sr. Darcy é um homem muito rico, bonito, reservado e que parece estar sempre de mau humor aos olhos das outras pessoas. Logo no primeiro encontro dos dois em um baile, Sr. Darcy rejeita Lizzy que resolve tratá-lo com a maior indiferença possível e ele se vê na obrigação de também tratá-la assim, mesmo depois achando-a atraente e se encantando pelos seus olhos.
Lizzy, embora seja uma boa garota, sempre tende a manter as primeira impressões das pessoas, despertando um certo preconceito, e Darcy por ser rico, deixa seu orgulho tomar conta de si e não se permite se apaixonar por uma garota de classe inferior. Com os motivos já existentes para eles não se aproximarem, ainda existe a família de Lizzy, que com exceção de sua irmã mais velha, Jane, todos os outros juntos criam um belo desastre.
Sua irmã Mary vive para os estudos achando que assim pode conseguir um bom marido, e sempre acha que é melhor em tudo, suas outras duas irmãs mais novas, junto com sua mãe, formam um trio de mulheres cabeças de vento que só pensam em o que deve ser feito para conseguir um bom marido, já seu pai, mais retido e inteligente, mesmo sendo um bom homem é um pai ausente que prefere zombar a ter que intervir na vida das filhas. Jane, contida, inteligente, bondosa e inocente é a única pessoa que não piora a impressão ruim que Darcy tem da família de Lizzy.
Falando em Jane, ela, junto com o Sr. Bingley merecem destaque por juntos formarem um casal muito bem construído que nos mostra o quanto o amor poderia valer menos que as aparências naquela época. É impossível não torcer por eles.
Se eu fosse falar de todos os personagens bons aqui demoraríamos muito tempo, porque na verdade todos os personagens são bem construídos e escritos no intuito de nos mostrar um pouco da realidade que Jane Austen vivia. Ao ler Orgulho e Preconceito vemos uma personagem principal e principalmente uma autora muito à frente da sua época.
Muito bem escrito é o que podemos dizer deste livro, com sua narrativa rica de detalhes podemos perceber a paixão quando os personagens ainda não fazem ideia da mesma. Entramos no livro e vivemos a história junto com todos. Podendo entender porque Jane Austen e seus livros se tornaram atemporais.


Minha nota: 10,0


Eu sempre vou amar você


Estava lembrando de tudo que a gente viveu e deixamos de viver juntos. Lembrei de todas as noites em que chorei e contei minhas dores para você, das vezes que você permitiu que eu entrasse no restrito mundo das suas aflições. Veio-me à mente todas as vezes que fomos a única alegria do outro, de como trouxemos paz pra o caos que estavam as nossas vidas.
A cada lembrança da importância que um já teve pra o outro que me veio a mente, eu concluí que sempre vou amar você. Eu sempre amarei o bom moço que às vezes era um completo badboy. Eu vou amar pra sempre o primeiro cara que me mostrou que o amor existe.
Não importa que a gente não tenha mais contato, pouco tem importância se um dia vamos nos falar novamente, e muito menos se amarei outras pessoas, eu sempre vou amar você. Quem quer que venha depois vai ser amado intensamente, verdadeiramente, mas ainda assim sempre amarei você.
Meu amor por você sempre vai estar aqui e seria tolice lutar contra isso, todas às vezes que pensava nesta questão eu sentia medo de nunca conseguir ser inteira para outra pessoa, mas percebi que esse amor é tão verdadeiro que se torna correto, que não me faz mal.
Eu vou amar você pra sempre, garoto. Eu vou amar a lembrança e as coisas boas que você me deixou, mas eu também vou amar outra pessoa. 
Finalmente entendi que não tem mal amar você assim, compreendi que te amei, te amo e vou te amar, mas não como antes, não da mesma maneira. Você é apenas aquela lembrança boa, aquele amor que transformou, que valeu a pena e é por isso que sempre vou te amar. Você me transformou, me moldou ao que sou hoje e eu te amo por isso. Você me deixou pronta pra amar outra pessoa e seja ela quem for vai ser amado muito, porque graças a você eu aprendi a amar.




Música da Semana


Farsa (Manu Gavassi)

Quem diria agora olha pra você amor
Quem diria agora você é o galã e eu vou
Fugir pra bem longe do seu ego
Pra ver se de longe eu não me estresso
Lembrando, se você estivesse só você estaria aqui

E acordava de noite chorando
Me pedindo pra nunca te deixar
Bastou um pouco de gente te olhando
Pra esquecer quem você é, mas vou te lembrar
Porque eu sei tão bem, tão bem
Eu sei tão bem, como ninguém

Relaxa, eu não vou revelar a sua farsa
Ninguém vai saber
Relaxa, eu não faço mais parte dessa farsa não
Ninguém vai saber
Que há dois meses atrás chorava
Implorando me pedindo pra ficar
Nem disfarça que agora
Está no topo e não precisa se preocupar
Mas relaxa, você disfarça muito bem meu bem a sua farsa

Você escolheu a fama, eu escolhi o seu amor
Parece triste, mas não é porque eu me livrei e eu vou
Fugir pra bem longe desse drama
Porque você de longe não me engana
E eu sei que se você estivesse só, você estaria aqui

E eu que sempre saquei seu esquema
Perdi meu tempo, mas agora não perco mais
Ter uma só sempre foi seu problema
O seu teatro eu aprendi muito tempo atrás
É eu sei tão bem, tão bem
Eu sei tão bem, como ninguém

Relaxa, eu não vou revelar a sua farsa
Ninguém vai saber
Relaxa, eu não faço mais parte dessa farsa não
Ninguém vai saber
Que há dois meses atrás chorava
Implorando me pedindo pra ficar
Nem disfarça que agora
Está no topo e não precisa se preocupar
Mas relaxa, você disfarça muito bem meu bem

Então fala difícil pra impressionar
Pra da sua rebeldia ninguém mais lembrar
Fala baixinho pra eu não escutar, não escutar, não escutar
Bebe um pouquinho pra impressionar
E pega a modelinho pra se afirmar
Solteiro é bem melhor, mais manchete e tal
Mas cuidado que a queda é proporcional

Relaxa, eu não vou revelar a sua farsa
Ninguém vai saber
Relaxa, eu não faço mais parte dessa farsa não
Ninguém vai saber
Que há dois meses atrás chorava
Implorando me pedindo pra ficar
Nem disfarça que agora
Está no topo e não precisa se preocupar
Mas relaxa, eu não vou revelar a sua farsa
Ninguém vai saber
Relaxa, eu não faço mais parte dessa farsa não
Ninguém vai saber
Que há dois meses atrás chorava
Implorando me pedindo pra ficar
Nem disfarça que agora
Está no topo e não precisa se preocupar
Mas relaxa
Relaxa, você disfarça muito bem meu bem
Relaxa, yeah, yeah, yeah
Relaxa, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah, yeah

Sobre o Filme: La La Land

Passei um tempo sumida, admito, mas a parte boa é que estou com bastante coisa pra postar. Vamos falar hoje de La La Land? 



Sinopse: Ao chegar em Los Angeles, o pianista de jazz Sebastian conhece a atriz iniciante Mia e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo. 



Minha opinião: Com três prêmios no Globo de Ouro você já pode esperar por um filme muito bem feito, não é mesmo? E vemos isso o tempo inteiro. A fotografia do filme me agradou muito, as autuações são ótimas, e nunca fui a Broadway, mas me senti meio que dentro dela ao ver o filme. É literalmente um musical em filme. Tudo já começa com música e de início até pensei: amo filmes assim, mas não sei se aguento tanto tempo de música, mas aguentei e ainda queria mais rsrsrs. O filme é muito leve, os personagens principais tem um humor tão bom, as músicas são outra coisa que nos arrancam sorrisos.  Dois sonhadores completamente distintos, mas que encontram no bom humor e nas dificuldades a reciprocidade que não viam em mais ninguém. A gente se apaixona junto com eles. É muito bom isso. SE VOCÊ NÃO QUER SPOILER LEIA ATÉ AQUI. É O GRANDE SOILER DO FILME, ACHO ATÉ QUE VOCÊ DEVERIA SABER, MAS VOCÊ TEM OPÇÃO DE NÃO QUERER - KKK. O filme é ótimo até chegar às cenas finais. Mas que droga de final é aquele, gente? Sério, eu, minha prima, nossa amiga e quase todos na sala de cinema - talvez até todos - saíram de lá revoltados com o fim. Fazia tempo que eu não me frustrava tanto com um filme! Eu queria poder dizer nos primeiros parágrafos motivos para que todos não sentissem o que senti, mas a verdade é que tudo é lindo, apaixonante, bem feito, a ÚNICA coisa ruim é o final e pouco importa os prêmios que ele ganhar, sinceramente, ainda vou sentir raiva do fim e provavelmente não verei ele em uma tarde ou noite agradável. A verdade é que tecnicamente ele é muito bom, muito mesmo. Mas se você procura encontrar no fim, tudo de bom que viu o filme INTEIRO, você está vendo o filme errado. A personagem principal termina como alguém que eu não queria que ela se tornasse e ele parece ainda apaixonado por ela.   Revoltas a parte, não desmereço os prêmios do filme, a Ema e o Ryan mereceram demais, assim como o diretor.  Um ótimo filme se você não ver o final. 



Frases do filme: “Estou deixando a vida bater em mim até que ela se canse. Aí eu vou revidar. É um golpe clássico” 
“Eles idolatram tudo, mas não dão valor a nada” 
“Como você vai revolucionar se é tão tradicional?” 
“Um brinde àqueles que sonham! Mesmo que pareçam bobos. Um brinde aos corações partidos e toda a bagunça que causam!” 
“_Eu sempre vou te amar _ Eu sempre vou te amar também” 


Papinho com a Ray: Porque a vitória da Dayse é dela


Confesso-me amante de reality show’s, principalmente daqueles que o público não interfere com votações, então, se antes meu grande amor era O Aprendiz, hoje é MasterChef. Para quem não sabe do que se trata, é um programa de culinária, onde os participantes cozinham para três chefs e às vezes alguns convidados, toda semana sai o que cozinho pior e no final, claro, apenas um ganha os prêmios e o troféu de MasterChef.
Aqui no Brasil o programa já está em sua quarta temporada, contando as duas de amadores, a kids e a mais recente, a profissional. Embora cozinhar não seja minha paixão, eu amo o programa e estava muito ansiosa para descobrir como seria o programa com chef’s já formados sendo participantes, sinto em dizer que foi um show de absurdos. O programa continua excelente, não foi a produção que caiu, o absurdo mesmo foi ver como pessoas podem ser tão desumanas e egocêntricas apenas por serem formados. Mas esse texto não é um resumo do programa, mas sim sobre uma participante e um caso que chamou atenção.
Dayse, participante e vencedora do programa sofreu, quer ela enxergue, ou não, muito machismo dentro do reality, foi um choque até para quem já está acostumado em ver coisas assim assistir em rede nacional a maneira como alguns participantes não conseguiam esconder o problema em aceitar que uma mulher poderia ser MUITO boa. Mas você pode estar se perguntando, se ela venceu, porque esse texto, não está tudo certo? Deveria.
Acontece que a questão do machismo contra a mesma fez algumas pessoas esquecerem que não foi o pré-conceito que a fez vencer, que o programa nunca foi uma batalha de gêneros e a mulher venceu o homem. Dayse venceu o programa e calou a boca de muitos homens, claro, mas ela não venceu por ser mulher, ela não venceu para levantar bandeira de movimentos, Dayse venceu porque foi a melhor de todos ali, porque cozinhou melhor que seu oponente, a mulher venceu porque conzinha muito bem e venceu todos. Simples assim.
Quando perguntada sobre como foi mostrar para os homens que ela cozinhava bem, ela deixou claro que não levanta bandeiras de nada, que apenas fez o que sabia fazer de melhor e vi no twitter muita gente se incomodar com sua resposta, queriam que ela fizesse de sua vitória a vitória de um movimento, e foi aí que percebi que muita gente entendeu tudo errado.
A vitória da Dayse foi sim muito importante para nós mulheres, mas ainda assim acho que a vitória é dela, apenas dela. Essa participante não foi apenas deixada de lado por homens, muitos participantes deixavam claro que não colocavam fé nela, independente de seu gênero, então, mesmo sendo vítima de um forte machismo, a Dayse venceu por ela, por ser capaz. Ela surpreendeu a todos não por ser mulher, mas por mostrar que era bem melhor do que a maioria pensava.
E é por isso que a vitória da Dayse é uma vitória dela.
O feminismo não venceu, o machismo também não, as mulheres não venceram o mundo, a Dayse venceu o programa. E com sua vitória ela provou muitas coisas como: só você sabe do que é capaz, todos somos capazes, ego não vence nada, existe machismo até na cozinha onde dizem que é onde as mulheres deveriam estar, e o mais importante: você não pode se deixar abalar.
Então, não tentem pegar a vitória de alguém que venceu por méritos dela e colocarem isso como se tudo fosse graças a algum outro fator, por favor, não a usem como símbolo de qualquer coisa que ela não queria ser. A Dayse entrou para ganhar o programa sendo boa cozinheira, e foi isso que ela fez. Se ela nos deu mais lições só podemos ser gratos, mas a vitória é dela e graças a ela, só isso.

* Que finalmente possamos enxergar que o machismo é bem maior que nosso mundinho mostra, que possamos lutar contra isso e provarmos que somos capazes de tudo, mas que também aprendamos que não se trata de uma competição de gêneros, e muito menos de bandeiras. O machismo existe e devemos combatê-los, mas combater o mesmo não faz de mim símbolo de qualquer coisa que eu não queira ser, combater o machismo faz de mim uma mulher forte, sábia, capaz. E qualquer que seja minha forma de combater, é uma escolha minha e desde que não desrespeite ou falte com a verdade, não devo ser julgada por isso.