Música da Semana


Oi, oi, amores. Tudo bem com vocês?
Como já devem ter percebido, faz muito tempo que não temos mais a Música da Semana e vim aqui avisar que eles estão oficialmente tirados das postagens do blog, mas seguirá firme e forte no nosso Instagram. Toda segunda ou terça terá uma sugestão de música no story para que você comece a semana dando play numa música boa.

Tua camisa verde


Eu te vi chegando, não nego. Sua presença sempre foi algo impossível de ser ignorado. Mas nem nos meus pensamentos mais loucos tu ocupavas tanto espaço. Mas tu entraste, bichinho. Tu entraste na minha vida e reivindicaste um espaço que já sabias que era teu, ainda que eu não soubesse.
Tu chagaste daquele teu jeito que sempre falo. Flertando sem nem perceber. E eu fui flertando junto sem nem querer. Tu tens esse dom. Causas um rebuliço não só nas várias meninas que te falo, mas em mim, naquela época e ainda agora. Tu fazes eu dar sorriso bobo no ônibus e suspeito que até em um enterro. Me causas uns picos de felicidade que eu até estranho.
Tu foste ficando de um jeito só teu também. Uma mensagem aqui, uma conversa ali, um momento que você se fazia presente. Aos poucos tua rotina foi cabendo na minha e quando eu vi a gente já vivia uma vida a dois. Tudo natural e ao mesmo tempo reivindicado. Eu não estava disposta a te dar isso, mas tu conseguiste e eu não posso te negar.
Agora eu me encontro vestindo tua camisa verde que é minha preferida. Aquela que tu usaste na primeira vez que jantamos fora. Me encontro cheirando a tu no teu quarto que só cheira a tu também. E eu quero mais.
Eu quero tu, bichinho. Quero casar, ter filhos e discutir se teremos gato ou cachorro. Quero as minhas e as tuas manias misturadas mesmo que de começo nenhum ceda fácil. Eu quero tu. Tua camisa, teu cheiro e teu jeito no nosso quarto, na nossa vida. No meu coração.

Eu não sabia ser amada


Acordei feliz dia desses. E continuei acordando assim nos vários dias seguintes. Agradecia até pelos dias de chuva que me faziam chegar ensopada no trabalho. Todos os dias, assim que eu pegava meu celular, tinha um bom dia calmo e sereno de alguém que finalmente estava ao meu lado. Eu não podia estar mais feliz. Mas ainda assim algo parecia estar errado.
Eu sentia falta daquela paixão louca e desenfreada, do coração apertado que sempre me fazia crer que amava quem me causava isso, do medo de perder. Eu sentia falta da montanha russa que sempre me fez odiar gostar de alguém. Me desesperei. O que eu faria sem aquilo tudo? Por que tudo aquilo tinha sumido?
Criei todas as explicações possíveis. Cogite até que tudo pudesse ter sumido, ainda que cada parte de mim se sentisse a mais feliz do mundo quando visse a pessoa. Quase acabei com tudo, por pouco não tornei aquela calma em um vendaval que levaria a pessoa de mim. Até que um dia, depois de momentos que desejei que fossem eternos, conclui: eu não sabia ser amada, eu ainda não sei tão bem ser amada.
Cresci com o ideal de amor maluco, cheio de idas e vindas. Com o amor que nos deixa instável, insegura, com medo de tudo. Pra mim, amor sempre foi sinônimo de medo. Amar e ser amada na calmaria era algo impossível. Eu não sabia o que era de verdade o amor.
Pedi desculpas. Me recompus. Contei o que me afligia. Causei certo choque na pessoa. Como era possível que eu, tão informada e resolvida, pudesse não saber ser amada? Não consegui responder à pergunta da pessoa com palavras que fizesse sentido. Até então, eu acreditava que sabia, cria que entendia. Achava que sabia de tudo até o amor vir de verdade e já de início me mostrar que eu não sabia de nada.
É possível existir amor na calmaria, na tranquilidade. Na verdade, amor pra vida toda só vale a pena se for trazer leveza e facilidade. Eu não sabia ser amada, e sei que várias outras pessoas também não sabem. E eu espero, com todo meu coração, que todos conheçam o amor de verdade.

Sobre o Filme: A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata


Um filme com nome grande, estranho e até engraçado. Essa é a primeira coisa que a maioria pensa ao ver A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata no catálogo da Netflix, mas começo essa resenha dizendo que ele vai muito além dessa primeira impressão.
O filme – adaptação homônima do livro de Mary Ann Shaffer e Annie Barrowse – conta uma história sobre outras histórias. A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata se passa na década de quarenta, Inglaterra, e conta um pouco do mundo pós Segunda Guerra Mundial, muitas vezes voltando alguns anos para relatar momentos tristes que foram vividos.
Somos apresentados à jovem escritora Juliet Ashton, que um belo dia recebe uma carta de um desconhecido morador da ilha de Guernsey e fica sabendo de um clube literário denominado: A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata. Logo, Juliet fica encantada com a história e as pessoas desse clube, e decide ir até lá para então poder escrever sobre algo que julgue importante. Nessa viagem a protagonista descobre muito mais do que esperava. Escuta relatos de dores, sofrimentos e vê marcas que o tempo não é capaz de fazer sumir.
Uma das coisas mais lindas desse filme é o amor pela leitura e de como ele mostra que sim, a literatura pode e salva vidas. Cada um do clube literário tem cicatrizes da guerra que levarão pra sempre e que talvez, se não fosse os encontros semanais onde leem, não fossem capazes de ter passado pelo que passaram.

“É uma liberdade particular sentir o mundo escurecer à sua volta e precisar só de uma vela para vislumbrar novos mundos.”

Outra coisa que me agradou bastante é como tanto a Juliet, como a Elizabeth se mostram mulheres a frente do seu tempo. A força e a coragem de ambas, assim como o crescimento individual retratado no filme deixa tudo ainda mais inspirador.

“Ela deseja ser levada a sério, mas não faz isso por si mesma.”

Além disto, o figurino dos personagens é muito bem escolhido. A fotografia é um show à parte. Simplesmente maravilhosa.
Se há uma crítica, é de como o fim soa clichê comparado ao restante do filme, mas eu, amante de um bom romance, não tenho muito do que reclamar. Embora finais felizes que acontecem rapidamente me pareçam pouco críveis.
Um filme para se ver em qualquer dia e qualquer hora. Uma história com um enredo bem amarrado e que te prende do início ao fim, tocando de forma profunda sua alma.

“Jane Austen entendia do que falava, e falava de um jeito elegante.”


5 de 5 estrelas + 🌟.

Catarina



Catarina olhou-se no espelho pela enésima vez e não gostou do que viu.
Ainda assim Catarina resolveu tentar, afinal, Catarina não desistia fácil. Mas ela também não gostou de socializar.
Catarina tentou apenas escutar, se manter acompanhada mesmo que não sendo notada.
Catarina tentou tanto, tentou tanto. Catarina não queria de nenhuma maneira desistir, mas às vezes é tão difícil, né?
Me deixa te contar, Catarina. Algumas vezes tá tudo ruim mesmo. Nem todas as vezes você vai amar o que vê. Nem todo mundo vai te entender.
Me deixa te falar, Catarina. Hoje também foi um daqueles dias em que também tentei, mas não deu. Mas amanhã, quem sabe? Um dia a gente pode até se encontrar.
Acho que tudo pode melhorar.

Te Contando: Fisiologia do amor




Cecília Perosini é uma cientista inteligente e bastante determinada. Pesquisadora e professora do Centro de Fisiologia Hormonal e especializada em Química das Emoções, ela defende com unhas e dentes seus estudos sobre os famosos hormônios da paixão.

“Borboletas no estômago, suor frio, dedos trêmulos... tudo isso é apenas uma reação orgânica do nosso organismo. Pura fisiologia.”

Baseado em seus conhecimentos, nossa Dra. do amor tem uma certeza: deve fugir de caras muito lindos, atraentes e desejados. Mas como em todo bom romance, alguém surge para tirar nossa mocinha do eixo.
Bernardo é o típico cara boa pinta: brincalhão, inteligente e lindo de morrer. Ele, assim que viu Cecília e a ouviu falar com aquele jeito tipicamente dela, decidiu que queria conhecê-la melhor, mas só havia um problema: Cecília queria tudo, menos ficar perto dele.

“Ninguém é perfeito, eu sei disso, mas tem coisas que são mais propensas a darem errado, como você, por exemplo.”

Um chick-lit delicioso de ler e cheio de aprendizados que você pode levar para a vida (tanto na área sentimental, como científica). A autora tem uma narrativa muito boa e todos os pontos da história se encaixam, não restando furos. Gostei muito de como a Lyra Rocha estruturou a história e as divisões dos capítulos são muito bem feitas.
Os capítulos finais são, para mim, os mais deliciosos de ler. Eles possuem muito mais diálogos e ações dos personagens do que os capítulos anteriores, além de terem cenas que nos fazem gargalhar alto. Realmente cenas maravilhosas.
Convido vocês a se apaixonarem pela Cecília, Bernardo, Camila (eu amo a Camila) e o livro como um todo. Fisiologia do amor está sendo vendido na Amazon e também tá disponível no Kindle Unlimited.

Ah! E não esqueçam de correr atrás dos seus sonhos e de quem você ama...

“A vida é muito curta para deixar o brigadeiro esfriar.”

⭐⭐⭐⭐⭐ 4,5 de 5 estrelas.

Entrevista com a autora Lyra Rocha


Quem nos segue no Instagram já deve saber que o blog agora é parceiro da autora Lyra Rocha, e a mesma acabou de lançar seu primeiro livro na Amazon. Como amanhã terá resenha de Fisiologia do amor aqui no blog, resolvi antes trazer um pouco sobre quem escreve.
A entrevista é rápida, mas acho que tem muita coisa legal que vocês podem saber da Lyra Rocha nessas poucas perguntas.
Vamos lá?

Para iniciarmos, faça uma breve descrição sobre quem é você. Uma espécie de bio do twitter, mas com muitos mais caracteres hahahaha.
Sou Lyra Rocha, tenho 28 anos, capixaba, farmacêutica e mestre em educação em ciências e matemática. Comecei a escrever em 2015 e hoje tenho três obras completas e alguns contos por aí. Viciada em café, chocolate coca-cola e livros, residente de tão tão distante e apaixonada por doguinhos! Rs  

Quem conhece um pouco da sua origem no mundo da escrita sabe que você começou com uma fanfic de A Seleção. Como foi a mudança para algo original?
Eu achei que seria mais difícil, mas, no fim, foi libertador. Comecei ter muitas ideias que já não se encaixavam no molde de fanfic. Na verdade, eu só escrevi uma história nesse estilo, que foi a pioneira e me ajudou a entrar no mundo da escrita, por isso, sempre serei grata. Acredito que o que me deixou mais insegura era não saber se as leitoras que leram O Peso da Coroa me acompanhariam na jornada de histórias originais. O que acabou se dissipando, pois muitas estão comigo até hoje e, com novas histórias, obtive novos leitores também.

A gente sabe que todo autor tem um processo de escrita, ou melhor, tem algo que sempre o inspira. O que seria isso na sua vida?
Eu sou a pessoa mais aleatória do mundo, sabe? Não tenho um padrão, o que é péssimo porque às vezes a inspiração vem quando eu não posso escrever hahaha
Mas algo que sempre ajuda é ouvir músicas que se relacionem com a obra ou com o drama do capítulo em questão. Ah, bisbilhotar fotos no pinterest também é vida!

Você não usa seu primeiro nome para assinar suas obras. Por quê? E de onde veio seu pseudônimo?
Até pouco tempo eu usava um pseudo que ligava muito ao meu nome pessoal, fiz a troca recentemente, quando resolvi publicar na Amazon. Usar o pseudônimo me deixa mais à vontade para produzir e divulgar. Eu nunca quis chamar atenção para a minha pessoa em si, quero que as pessoas conheçam meus livros. Atrelar a minha vida de leitura e escrita com a minha pessoal estava me travando e, em um mundo onde as pessoas pouco compreendem o outro, mandam mensagens de ódio ou qualquer coisa parecida, não consigo não temer misturar as coisas. Além disso, por causa das obras que envolvem minha vida profissional (artigos e outras publicações científicas), acho melhor manter as coisas separadas.
Foi muito difícil encontrar um nome que eu me sentisse à vontade e me identificasse. Passei meses testando e procurando até chegar a “Lyra Rocha”. Achei legal manter o sobrenome para preservar parte da identidade e ainda fazer com que os meus leitores me encontrem. O nome Lyra foi uma das indicações de uma amiga. Além de achar bonito e fluente, ele significa “aquela que acalma com a sua melodia”. Acho que combina comigo, sempre fui conhecida por ser calma e tranquila e, eu não canto, mas espero que minhas palavras possam trazer esse sentimento de paz aos corações dos meus leitores.

Costumas ler muito? Quem são seus autores e livros preferidos?
Se tem uma coisa que eu faço muito na vida é ler. Hahaha Eu tenho um gosto muito variado para livros, é até difícil dizer o que é da minha preferência, mas vamos lá. Não posso deixar de falar da minha rainha Colleen Hoover, que eu amo demais. É assim que acaba e Um caso perdido sempre terão um espaço no meu coração. Gosto muito de Tillie Cole também, aquela mulher tem uma mente tão louca, que tenho até medo haha. Tem outras como a Sarah J. Maas, Amy Harmon, Elle Kennedy, Kasie West… cada uma com seu estilo de escrita.

Falando um pouco do seu livro, como surgiu a ideia de Fisiologia do amor?
Eu estava preparando um estudo sobre as emoções segundo a visão científica. Enquanto eu lia os artigos e me aprofundava, fiquei pensando como seria uma pessoa que levasse todas as teorias sobre o amor ao pé da letra. Foi assim que surgiu a Cecília e toda a sua obsessão em reger a sua vida amorosa pela ciência.

Você já contou em algumas redes sociais que a Cecília e o Bernardo tem muito de você e do seu esposo (que sorte a sua haha). Ele já leu seu livro?
O livro todo não, mas eu sempre converso com ele sobre meus livros, conto as cenas que escrevo e às vezes mando alguns trechos para ele. Ele me apoia bastante e tem uma paciência enorme por ficar me ouvindo tagarelar o tempo haha

Fisiologia do amor é apenas o primeiro livro da série Ciências do amor. Já tem algo pronto para o lançamento do segundo? Se sim, nos fala um pouco sobre ele.
O segundo livro se chama Psicologia do Amor e já está finalizado, inclusive, ficou disponível no Wattpad por um tempo. Retirei recentemente porque agora ele vai para revisão, preciso fazer uns acertos nele antes de publicar na Amazon. O que posso dizer sobre? A protagonista é a Marina e vocês vão conhecer o maior bolinho dos bolinhos, Miguel. Um encontro inusitado, uma garrafa de uísque e a música “Porque homem não chora” é o estopim para a nova história.

Lançar um livro, ainda mais de forma independente, é algo bem difícil. O que te motivou a tomar essa decisão? Deu medo?
Já tem um tempo que eu queria voar por novos ares, mas claro que rola uma insegurança. O público da Amazon é diferente do Wattpad. O medo do flop sempre existe e eu me perguntava se valeria mesmo a pena explorar essa nova página para mim. Tive muitas amigas e leitoras que me ajudaram nessa decisão, incentivo nunca faltou, por mais difícil que fosse.
O “não” a gente já tem, não é? Precisamos arriscar para ver. O pior que aconteceria é não dar leitor nenhum e eu continuar seguindo com minhas postagens no Wattpad como se nada tivesse acontecido hahaha. Mas poxa, a gente se doa, tira nosso tempo, quebra a cabeça, tenta trazer um material bacana para as pessoas lerem... por que não tentar ter um retorno financeiro por isso e até mesmo angariar novas oportunidades?

Estamos no final da nossa entrevista e queria te agradecer pela parceria com o Quando Acordei, mas antes de nos despedirmos queria fazer um pequeno bate-bola com você. Quero que responda a primeira coisa que te vem à cabeça ao ler algumas palavras.
Paixão: Chocolate
Sonho: Viajar pelo mundo
Medo: Perder as pessoas que amo
Vício: Ler
Conquista: Meu mestrado
Razão: Deus
Inspiração: Natureza
Raiva: Injustiça
Brasil: Oremos!

Agora eu sei




Eu não queria enxergar, sabe? Fechei meus olhos, tampei meus ouvidos e me fiz de louca. Tudo isso pra não reconhecer que eu nunca fui prioridade pra você. Caminhei sem rumo e se via um conhecido, mudava de caminho, só pra que ninguém me falasse o que pra mim, era duro perceber: no fundo, eu nunca importei de verdade pra você.
Doeu, todos os dias doía mais um pouco cada vez que eu, nos detalhes, via a verdade. Desejei, mais até do que torci pra estar errada, que você escancarasse de vez, gritasse a verdade e fosse embora sem falar mais nada. Pensando bem, eu te implorei pra que fizesse isso, e não foi uma vez. Meus últimos dias achando que tinha lugar na sua vida foram cheios de dores e pedidos pra que você fosse sincero e corajoso pra me tirar dali de vez.
Dói lembrar das vezes que te contei o que via e sentia, numa tentativa falha de que você tivesse um pouco de compaixão, me desse o mínimo de importância e assim me liberasse de vez. Machuca de forma brutal pensar nas vezes em que você falava coisas bonitas e me fazia acreditar que eu estava errada em ficar insegura, só pra depois me ignorar e agir como se nunca tivesse dito nada daquilo. Tantas e tantas vezes me perguntei se não era eu e meus dramas me sabotando outra vez, que na verdade você queria ficar e eu importava. Você repetiu que eu importava tantas vezes que não só tu acreditaste na mentira, mas eu também.
Em momentos como agora eu fico me questionando o que te fiz, o que foi que causei dentro de ti pra que você me enganasse por tanto tempo. Que tipo de coisa fui pra você pra que abrir mão de mim fosse algo tão negado por ti. Você não me queria de verdade, sempre soube que eu não seria sua escolha, nunca acreditou na gente. Eu nunca vou entender o motivo pelo qual você me segurou por tanto tempo, e mesmo depois de tudo, tento não ver tudo isso como algo sádico da sua parte. Talvez eu esteja me fazendo de louca novamente, mas eu não acredito que foi por alguém assim que me apaixonei.
Uma vez, em um desespero por repostas, chamei o que tivemos de paixão. Você me corrigiu dizendo que odiava o termo e o sentimento da paixão, porque a mesma era passageira, algo leviano e falso. Uma parte de mim quebrou-se inteira ao escutar aquilo, e não porque eu discorde de você, mas porque sabendo da sua certeza de que não foi aquilo, então não restava mais nada. Eu me quebrei e me refiz tantas vezes enquanto esperava por suas respostas. Me forcei a me manter de pé mesmo que eu não aguentasse mais nada, só esperando você, ao menos uma vez, me responder algo com certeza. Poucas vezes me forcei a ser tão forte.
Não faz tempo que percebi meu lugar na sua vida – que na verdade é fora dela -. Faz poucas horas desde minha conclusão. Esse texto tá sendo escrito com lágrimas. Choro cheio de dor, sim. Mas um choro também de alívio, descanso por saber que independente das suas palavras, eu enxerguei, e por mais que doa não vou mais me enganar, afinal, agora já sei: eu nunca importei pra você.

Deixa eu te contar


Queria começar te pedindo desculpa pelos meus medos e meus traumas. Ou meus traumas e medos, acho que essa ordem faz mais sentido. Cada briga e cada traição que vi no passado me deixaram amedrontada demais para embarcar rapidamente em relacionamentos. Desculpe-me por ser esse poço de traumas e medos que você sem saber se apaixonou.
Também quero te dizer que perdoou seu poço. Esse que é cheio de medos e traumas também, e que parece ainda mais fundo que o meu. Desculpo seus entraves, suas desculpas em momentos errados e suas recuadas que me deixam confusa e incapaz de confiar de verdade. Não te culpo porque sei como é ser algo assim, te desculpo porque vejo em ti muito de mim. E eu sei como é ruim.
Perdão por todas as falas sarcásticas, respostas atravessadas e conclusões precipitadas que te tiram do sério. Por todas as vezes que meu humor ácido – que nada mais é que uma forma de proteger – te jogou pra longe e deu a entender que não queria que você voltasse. É piegas dizer, mas a verdade é que nada disso é por querer. Sinto medo de me perder em ti, ou que você se perca de mim. Perdoe-me por também ter muita acidez nesse poço.
E eu te desculpo por seu jeito impaciente e por todas as vezes que até hoje você não me ouviu por ter dificuldade de perder a razão, como se tivesse que se agarrar em algo. Pelas vezes que mascarou a importância das coisas, tratando-as com indiferença. Mesmo que algumas dessas coisas tenham sido minhas palavras. Te desculpo porque também sei o que reagir de forma bruta ao medo. Tentar se enganar nessas horas e dizer que não teme é tudo que desejo. Falo isso porque essa sensação eu conheço.
Tenta relevar as vezes que tentei te afastar, pelos planos mirabolantes que já fiz na minha cabeça e que graças a Deus a maioria nem executei. Por todas as vezes que te falei que aquelas pessoas eram melhores pra você, como se eu pudesse decidir sua vida. Pelos ditos e não ditos, aqueles que te tiravam da minha vida ou me expulsavam da sua. Se der, releve mais esse balde de água que tem no meu poço.
E eu sei que isso tá parecendo uma troca, mas não é. Só que eu queria te falar que também desculpo as vezes que você me afastou. As vezes que calou e preferiu guardar pra si todos os seus problemas, mesmo que esses problemas estivessem te levando pra longe de mim. Cada um com seus motivos, a gente já foi e já deixou o outro longe. Eu nem posso e nem devo te culpar por muitas vezes achar que longe faria melhor a mim, eu penso muitas vezes o mesmo sobre ti.
Mas a prova que isso não é uma troca, te falo aqui, nesse parágrafo. Eu ainda não consigo te desculpar totalmente por não se decidir. Por todas as vezes nesse tempo todo que você arrumou algo para colocar entre a gente e não decidiu qual das coisas era mais importante. Por tudo que já pesou mais que nós, por mais que você não assuma. Pelas palavras não ditas que quase fizeram a gente se perder totalmente, e pelas ditas quando você não tinha certeza. Já tentei, mas ainda não sei se te perdoou por nunca ter me feito primeira em algo na sua vida. Por jamais querer escolher e por sempre querer segurar todas as coisas, mesmo sabendo que isso é impossível. Queria, mas não sei se te desculpo por me colocar na sua estante, mesmo que involuntariamente. Te desculpo, relevo e perdoou um monte de coisa, mas não esse tipo de indecisão.
Todo esse texto é pra dizer que te entendo, que te aceito e que te amo. Mas pra contar que nem o amor cobre tudo, ainda mais se você escolhe deixa-lo guardado, recorrendo quando acha que deve, mas quase sempre guardando-o de enfeito na sua estante.

Música da Semana



Agora eu quero ir (Anavitoria)

Encontrei descanso em você
Me arquitetei, me desmontei
Enxerguei verdade em você
Me encaixei, verdade eu dei
Fui inteira e só pra você
Eu confiei, nem despertei
Silenciei meus olhos por você
Me atirei, precipitei
Agora
Agora eu quero ir
Pra me reconhecer de volta
Pra me reaprender e me apreender de novo
Quero não desmanchar com teu sorriso bobo
Quero me refazer longe de você
Fiz de mim descanso pra você
Te decorei, te precisei
Tanto que esqueci de me querer
Testemunhei o fim do que era
Agora
Agora eu quero ir
Pra me reconhecer de volta
Pra me reaprender e me apreender de novo
Quero não desmanchar com teu sorriso bobo
Quero me refazer
Eu que sempre quis acreditar
Que sempre acreditei que tudo volta
Nem me perguntei como voltar, nem por quê
Agora eu quero ir, quero ir
Agora eu quero ir
Pra me reconhecer de volta
Pra me reaprender e me apreender de novo
Quero não desmanchar com teu sorriso bobo
Quero não desmanchar com teu sorriso bobo
Quero não desmanchar
Quero me refazer longe de você


Eu queria amar você


Não estamos nos apaixonando. Eu ainda não te quero do meu lado sempre, não desejo seus beijos mais que todos os outros, sequer quero desejar isso um dia. Os dias estão passando e eu não estou me apaixonando.
É estranho dizer, ainda mais quando se é o tipo de pessoa que espera sempre mais do que deveria, mas os dias passam e a única coisa que quero é ter você fisicamente. Porque isso você é: é quem eu penso em ligar quando a carência aperta, quem eu desejo pra beijar sem complicações, quem me vem à mente quando tô com vontade de estar nos braços de alguém. Mas é só isso, e tá tudo começando a me entristecer.  
Eu queria me apaixonar por você, garoto. Queria você apaixonado por mim também. Eu tô sentindo falta de amar e queria amar você, por mais que nós dois saibamos a burrice que seria isso. Eu não quero mais me sentir vazia assim que a gente se deixa.
Eu queria mesmo era gostar de você. 
Mas você não me deixa, tu não me permites, você sempre me avisa. Pela primeira vez eu consigo seguir com uma amizade colorida e por isso não dá mais certo. Porque eu quero amar, e eu queria amar você, mas isso não vai acontecer.


Sobre os medos



Alguns anos atrás, enquanto viajava com uma turma de pessoas que eu me perguntava como havia parado alí, lembro de ter visto uma pichação que dizia: “o que é pior, o medo ou a incerteza?” Se a viagem até aquele momento não tinha mexido nada comigo, aquela frase tinha me tocado de forma que cheguei em casa com a sensação de que tinha valido a pena.
Sempre fui – e talvez nunca deixe de ser – muito cautelosa. Minha infância e adolescência foram marcadas por amigas que diziam que eu era chata demais por sempre puxá-las de volta a terra quando alguma delas resolvia viajar na maionese. Sou a garota que pesa os prós e os contras e acaba até dando um peso maior ou segundo. Quase nunca tomo decisões precipitadas, não arrisco quando tenho muito em jogo. Mas já faz alguns dias que ando meu perguntando: isso tudo é cuidado ou medo?
Quantas vezes a gente não chama de cautela o que no fundo a gente sabe que é medo? Quantas vezes não negamos, até pra nós mesmos, que queríamos sim fazer tal coisa, mas somos medrosos demais pra isso? Sabe, eu me perguntei essas coisas e vi que havia sim cuidado, mas também havia muito medo. Houve coisas e ainda há coisas que não vivi e não vivo por medo. E tantas delas eu gostaria e ainda tenho desejo de fazer.
A melhor forma de encerrar um assunto é dando um closure – algo como encerramento em português- a esse assunto. Você se sente livre, limpa, pronta para outro começo. Não há nada que pese mais do que um “e se”. E a incerteza é isso: uma soma de e se’s que nunca terminam, afinal, uma atitude leva a outra. Eu tenho minha cota de incertezas, muitas dessas pesadas demais nos dias ruins. Algumas que eu daria tudo pra poder voltar no tempo e ter vivido, me jogado de cabeça, por mais que o medo fizesse aquilo parecer grande demais. Essas a gente não esquece nem nos dias bons, porque muitas coisas as lembram, e aí vem a vontade e a saudade de algo que nem se viveu.
Medo não é de todo ruim. Ele às vezes faz bem, te deixa realmente mais cuidadoso. Mas temer apesar de toda vontade e das grandes oportunidades é terrível. Suas escolhas realmente definem quem você é, quando se toma um caminho automaticamente abre-se mão de outro. Do que você vem abrindo mão por falta de coragem?
Que nesse ano a gente possa se abrir para as oportunidades que virão, que se der, a gente repare as decisões de antes e viva o que não vivemos. Que o medo nos torne observador, mas não nos congele. Nesse novo ciclo só desejo que possamos vencer o medo e sair da inércia que impusemos a nós mesmos, porque o mundo é grande, a vida é longa e as experiências que vivemos é que fazem tudo valer a pena.

O que aprendi deixando de morar com meus pais



Antes dos meus dezoito anos, eu sonhava que esse dia chegasse porque tinha colocado na cabeça que ter o dígito 1 junto ao dígito 8 na idade faria minha vida mudar para sempre. Ela não mudou. Eu não deixei de precisar dos meus pais, eu não sai por ai fazendo várias coisas loucas, eu não deixei de ter que chegar na hora que minha mãe e eu combinamos. Nada havia mudado. A maior idade não mudou a forma como minha vida andava e também não mudou meus gostos e o que eu pensava. Na verdade, eu era a mesma menina de sempre, menina essa que era agarrada a mãe e que ninguém dizia que seria capaz de se virar sozinha. Mas aí, alguns anos depois, eu saí de casa.
Não faz muito tempo que deixei de morar com minha família, embora essa mudança tenha mexido tanto em mim que há dias em que sinto como se já tivesse se passado anos. Sair da casa dos pais faz isso com você, te vira de ponta cabeça e faz contigo uma espécie de plano JK ainda mais rápido, te fazendo amadurecer anos, mas em poucos dias.
Abusando ainda mais das analogias, sinto que sair da casa dos pais é algo semelhante ao pássaro que sai do seu ninho e é posto pra voar mesmo que ele ache que não esteja tão pronto assim. Me mudei com todo mundo, inclusive eu, duvidando da minha capacidade de voar sem algum familiar por perto. E eu senti medo. Eu sinto medo. Talvez eu nunca deixe de sentir medo.
Medo. Acho que isso resume a mudança. Você tem medo de tocar fogo na casa porque nunca foi a melhor cozinheira. De que o dinheiro - agora administrado apenas por você - não chegue até o fim do mês.  Você tem medo de sentir medo porque não tem ninguém pra te dar a mão. Teme mudar. Você tem medo de deixar de ser você.
Eu me mudei e passei a morar com outras duas pessoas que eu não conhecia. A gente nasce e cresce tendo nossa vida moldada pela vida dos nossos pais. Os valores deles quase sempre são os nossos, assim como os gostos e personalidade. Daí você sai da casa deles e começa a conviver diariamente com outras que tiveram uma criação totalmente diferente da sua. E isso te muda. Você sai da sua bolha e começa a se misturar vendo algumas coisas nunca vista. Com toda certeza isso te muda.
Mas tem mais coisas que isso.
Sair da casa dos pais é às vezes olhar para as paredes da sua nova casa e não reconhecer nada, acordar no meio da noite procurando pela tomada que já não fica no mesmo lugar que antes. É ter um dia ruim e pensar que precisa conversar com sua mãe, e ficar triste ao lembrar que ela não vai estar em casa te esperando. Mudar de casa é bem ruim alguns dias. Você pode ter planejado isso várias vezes, mas só quando passar por essa situação é que você vai entender. Afinal, são mudanças que você passa sozinho, do seu jeitinho. E embora seja difícil, eu também digo que é libertador.
Por mais doloroso que seja no início e nos dias difíceis da vida, morar sem seus pais te liberta pra que você faça coisas certas e quebre muito a cara fazendo as erradas. Longe da sua primeira casa você finalmente entende os conselhos dos pais, e mesmo com o coração em pedaços e com os olhos cheios de lágrimas, você entende que certas coisas são necessárias. Agora sim você entende porque não fazer aquilo.
Sair da casa dos pais, morar sozinho ou com pessoas fora do teu convívio é difícil, é cheio de saudade e algumas vezes solitários. Mas sair de casa é por vezes engraçado, um amadurecimento por mil vezes multiplicado, morar sozinho é ter teu horizonte ampliado.

Tu e minhas lentes


Eu poderia escrever sobre nossos momentos preferidos por mim citando a forma como eu amo quando meus cabelos ficam enrolados nos teus dedos, ou como só você consegue me deixar arrepiada com um beijo no rosto. Poderia falar da maneira que você me deixa quando morde minha orelha e sussurra algo, ou até a forma que me aperta contra teu corpo.
Eu posso falar também das coisas que causo em você. Tipo o barulho que você faz quando mordo seu pescoço e você tenta controlar o arrepio, mas que acaba me puxando pra mais perto, como se temesse que eu parasse com isso. De como você fica lindo quando fecha os olhos enquanto eu passo as unhas de leve sobre tua barriga. A tua cara de quem não vai aguentar por muito tempo se manter longe de mim quando eu respiro fundo no teu ouvido.
Na verdade, posso citar até a visão de terceiros sobre esses nossos momentos. Eles dizem que a gente muda a expressão quando nos encostamos, que todos percebem quando a gente quer se beijar. E eles sempre acertam, percebem até antes de nós. Mas quero mesmo é falar de outra coisa.
Eu quero escrever sobre esses nossos momentos falando do meu óculos. Sim, sobre ele. Ou melhor, sobre como ficam as lentes quando a gente tá junto. Eu não sei se é meu rosto que esquenta, o seu, talvez o nosso, mas elas sempre embaçam. Elas não ficam assim quando falamos apenas oi, ou quando apenas nos abraçamos. Mas basta a gente se olhar diferente que isso acontece. E às vezes acontece quando chego em casa, como se perder o contato bom contigo fizessem elas perderem o foco. Mas também acontece quando a gente tá junto, parece que ela é o tipo de verificador que indica que tivemos algo bom, especial, durante os minutos que ficamos juntos.
Eu amo ter você embaçando minhas lentes.
Eu quero ter você embaçando minhas lentes por mais tempo.
Eu quero que esse tempo dure mais do que sei que vai durar.
Quero meus cabelos enrolados em ti, minha pele arrepiada com um simples gesto, eu entregue a você quando você encosta em mim. Quero mais abraços colados, mais apertões pra que o abraço fique ainda mais apertado, você sem conseguir evitar se arrepiar, tu entregues, de olhos fechados e sorriso de lábios colados quando percebe que não vai se controlar.
E eu quero, além de tudo, minhas lentes embaçadas. Porque elas embaçam ao ler a gente, ao saber o que gente sente, ao perceber que a gente gosta de se amar.

Como aconteceu


Eu tentei. Na verdade, eu achei que seria tão fácil que nem precisaria tentar. Mas juro pra ti que assim que percebi eu tentei, com todas as minhas forças eu tentei não me apaixonar. Mas eu me apaixonei por você, e só agora vejo que foi perca de tempo tentar.
Eu me esforcei porque eu sabia do nosso trato, dos seus e dos meus problemas. Lutei porque eu sabia que eram traumas demais para confiança de menos. Intimidade que não cabia no tempo de vivência. Porque eu nunca fui de acreditar em coincidência. Eu tentei, mas a realidade é que fracassei.
A gente começou confiando em uma versão do outro que provavelmente nunca existiu fora dos sonhos que o outro tinha de ser alguém bem resolvido. Temos tantas neuras corporais e emocionais que acreditamos que ninguém iria ficar por muito tempo, nunca ficaram, não foi mesmo? Mas daí chegamos quebrando as regras, reclamando por um lugar que parecia nosso por direito. Sei a hora exata em que pude ouvir, durante um de nossos beijos cheios de desejos, teu interior dizer ao meu: se teu coração ainda não tinha dono, agora o dono sou eu. E eu deixei você entrar, naquele beijo eu pulei do precipício com uma certeza: eu não tinha mais controle de nada.
Mas ainda depois disso eu tentei. Falei pra mim mesma que podia puxar uma corda e voltar para o topo, onde eu estaria segura e confortável. E eu procurei essa corda. Procurei defeitos em você, arrumei mil motivos, encuquei com milhões de coisas, mas não adiantou. Eu só acabei te gostando no pacote completo, sem poder usar a desculpa que era ilusão. Mais uma vez eu fracassei.
Agora eu sei e você sabe do meu fracasso. Também sei que você pulou junto comigo, porém com alguma corda especial que te ajuda a voltar ao topo, e isso te deixa numa situação mais confortável. Sabemos que de qualquer forma fracassamos juntos, assim como sabemos que não há mais volta.
Mas tudo bem, agora temos um novo trato e eu prometo tentar. Prometo tentar ignorar, não sentir, fingir que tudo que sinto vai deixar de existir. Mas se mais uma vez eu fracassar, me entende, tenta me entender. Desde que pulei eu não tenho nenhum controle sobre qualquer coisa relacionada a você.


Nosso fim


Você não disse, nem eu, mas eu sei e você também sabe. Estamos caminhando para o fim. Embora nenhuma palavra tenha sido dita, nós dois sabemos que está chegando nossa hora. É hora de ir embora. A gente sente, embora tente não sentir, a distância tomar conta, os detalhes perderem a importância. Eu não queria, meu amor, e eu sei que você também não, mas estamos chegando ao fim.
Eu queria ter te amado do mesmo jeito para sempre, eu desejava que você tivesse conseguido fazer isso em relação a mim também, mas a verdade é que o leite esfriou e estamos na hora do nosso fim. Queria que teus toques ainda provocassem os mesmos arrepios de antes, que estar perto de ti me deixasse com aquela sensação boa de sempre, mas chegou nosso momento e eu não acho que teremos muito mais tempo.
A gente deveria ter aceitado isso meses antes, teríamos nos desgastados menos, nos suportaríamos mais, o carinho para uma amizade seria maior. Mas quem pode nos julgar? Eu não me imaginava sem ti até dias desses, tinhas uma parte enorme de mim que eu não conseguia nem mensurar. E eu sei que era tudo recíproco, então, quem pode nos julgar? A gente só queria tentar e voltar a se amar.
Mas está chegando o nosso fim.
Estamos caminhando para o fim.
Esse texto, meu amor, é a prova real que não há mais jeito, precisamos de um fim.

Teríamos conseguido


Talvez seja mórbido divagar sobre isso logo agora, mas hoje concluí que teríamos dado certo. Isso se eu tivesse sido mais corajosa e você menos namorador, é claro. Mas a gente teria tido um bom futuro.
Você continua sendo a pessoa que mais me compreendeu em toda esses vinte e poucos anos, eu continuo te entendendo só com um olhar. A gente ria da piada ruim um do outro, sabia escutar como ninguém, nos entendíamos mesmo quando tínhamos as piores brigas do mundo. A gente se cuidava e se preocupava como só quem tem futuro é capaz de fazer. Éramos perfeitos um pra o outro e todo mundo sabia, mesmo nós.
Nós éramos absolutamente diferentes, mas perfeitamente iguais. Você gostava das músicas mais ruins do mundo e não ligava que eu falasse isso, porque entendíamos que não precisávamos concordar sempre. Eu lia livros bobos e você sempre ria, mas acabava me dando um desses exemplares porque sabia que eles eram uma parte importante de mim. Nós tínhamos uma compreensão e espaço que eu não vejo mais. Esses exemplos bobos é apenas pra não contar das coisas mais íntimas.
Fomos capazes de ouvir quando o outro contava dos seus encontros com outras pessoas, a gente escutava e não reclamava. Viu? Nós nos amávamos na mais perfeita ordem das coisas, e teríamos dado certo por isso.
É mórbido e sem chance de acontecer, mas a gente seria um belo casal. 

Lembrei de você


Confesso que não penso em nós como antes e também confesso que beijei seu amigo. Sim, aquele que você reclamava que não tirava os olhos de mim. Mas hoje eu estava relendo alguns textos antigos e encontrei cerca de uma dúzia só sobre você. Dei boas risadas de algumas coisas que li, lembrei de bobeiras nossas que o tempo – e talvez os acontecimentos entre nós – me fez esquecer. Você era uma figura!
É engraçado como a gente deixou que as pequenas brigas nos roubassem as coisas boas que fizemos juntos. Eu não queria esquecer das risadas que eu dava quando te fazia cócegas, era engraçado como eu sempre acabava rindo tanto quanto você. Na época eu jurei para mim que nunca esqueceria de como você sabia o momento certo de fazer piadas sem graças só para quebrar o gelo. E claro, de como você era o cara mais irritante que uma garota de dezessete anos poderia lidar.
O que foi que aconteceu que roubou tudo isso da gente, heim? Como foi que deixamos tudo isso se perder e chegar ao ponto que não sabemos mais falar sobre outro sem resumir em “legal”? Você era mais que legal, garoto. Você foi especial.
Hoje reli meus textos antigos e lembrei de você. Eu revivi você. E hoje eu queria dizer que sou grata por tudo que você me deu a chance de viver.

Para quem ama Harry Potter


Quem aqui de vocês ama Harry Potter ou conhece alguém que é apaixonado por esse universo? Eu não entendo muito, confesso, mas conheço uma equipe que entende e por isso foi criaram dois projetos super legais que vai te fazer mergulhar nesse universo que você tanto ama.
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TAG DA DISCÓRDIA


Oi, oi, amores!
Estava navegando pelo Google+ e em uma das comunidades encontrei essa tag bastante legal que o blog Cantinho da Escrita lá e resolvi fazer. A TAG é uma criação do canal Kabook Tv. Espero que gostem!

1- Um livro que todo mundo amou, menos eu.


Muita gente fica chocada com essa revelação, mas a verdade é que embora o livro tenha uns ensinamentos bem legais e importantes menos a parte de ser eternamente responsável por que cativas, acho que fui com tanta expectativa que acabei me frustrando um pouco.

Esperava mais.

2- Um livro com uma protagonista insuportável, difícil de ler


Nesse aqui eu não quero criticar a protagonista – embora ela seja chata –mas sim O protagonista. Aguentar o Ren nesse livro foi uma coisa bem difícil de fazer.

3- Um livro que você deixou pela metade


Vi esse livro no Skoob e resolvi que seria uma boa aposta, mas a verdade é que nem na metade cheguei. Ele simplesmente não me cativou.

4- Um livro que você se recusa a ler


Esse livro é um livro de extremos, ou ama, ou odeia. E, talvez eu devesse ler para poder odiar com mais propriedade, mas a maior parte de mim se recusa a ler um livro com um personagem como o Gray.

5- Um livro que você empurrou com a barriga


A soma dos dois protagonistas e meu apego a um personagem que ninguém dá valor devido na história fez com que eu levasse com a barriga e desistisse da sequência.


6- Um livro com clichê bem ruim de engolir

Eis aqui uma apaixonada por clichê, então não sei um pra criticar.

7. Um livro que você amou e mais ninguém


Acho que todos os fãs da série Perdida criticam esse livro, menos eu. Qual o problema dele, gente?

É isso, amores. Espero que tenham gostado.